Estou cansada. Cansada mesmo.
De ver e ouvir as mesmas mentiras, absurdos e lorotas sobre a política deste Brasil, que parece viver em eterno replay. Muda o discurso, mas o final é sempre igual: culpados não pagam, corruptos seguem ilesos e nós seguimos… esperando o próximo feriado — e, claro, torcendo para dar aquela emendada.
Entre uma indignação e outra, abrimos uma cerveja gelada e decidimos, por ora, “deixar pra lá”. Estratégia nacional não oficial — mas amplamente praticada.
Estou cansada dos conchavos. Em todos os níveis.
Se antes falei de moda, hoje falo de stress — o meu, o seu, o nosso de cada dia.
Ele é democrático: atinge todos, ou quase todos. É a resposta do corpo e da mente a uma rotina que não dá trégua. Ignorado, cobra caro. Por isso, cuidar-se deixou de ser luxo, é sobrevivência.
Cuidar-se, então, é se adaptar à própria realidade, sem se render a ela. É não alimentar problemas sem solução. É permitir que as emoções existam e compreender que todas precisam circular (amor, raiva, alegria, tristeza), todas elas, para que não se transformem em prisão interna.
Falar ajuda. Escrever ajuda. Organizar a vida, ainda que no papel, ajuda também.
Isolar-se, não. Isolar-se, na verdade, nunca foi boa ideia. Solidão em excesso costuma ser terreno fértil para o stress crescer bonito e forte.
E, sobretudo, ser coerente consigo mesma, reconhecer necessidades, respeitar limites e, principalmente, aceitar que nem tudo tem solução imediata — ou solução alguma.
E o que não tem solução…
bem, como diria alguém mais sábio do que eu: solucionado está.
Sem stress.
Ou, pelo menos, com um pouco menos dele.
Lia Estevao - jornalista
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