quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Decisão no Campeonato Brasileiro Feminino A1

Pois é, meus amigos. Este fim de semana será muito especial para o futebol feminino. Depois da vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Corinthians no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino A1, o cenário mudou completamente. Se, até então, o Corinthians — campeão nos últimos seis anos — parecia caminhar novamente como grande favorito ao título, agora a história é outra. A vantagem não existe mais. A taça está em aberto.

O jogo de volta será neste sábado, 3 de outubro, às 16h30, no Morumbis. Com a vitória no primeiro confronto, o São Paulo joga pelo empate. Para o Corinthians conquistar o octacampeonato, terá de vencer por dois gols de diferença. Se ganhar por apenas um, a decisão vai para os pênaltis.

Já sob o comando de Thiago Viana, o São Paulo chega à decisão com uma defesa muito consistente no mata-mata. É um daqueles pequenos detalhes que podem fazer uma enorme diferença quando a bola começar a rolar e cada minuto valer ouro.

E parece que a torcida comprou a ideia. Mais de 30 mil ingressos já foram vendidos e a expectativa é de Morumbis lotado. Tomara!

Porque, amigos, o que importa é encher o estádio.

Já passou da hora de deixarmos de olhar para o futebol feminino como se fosse apenas um parente distante do futebol masculino. As meninas jogam bola — e jogam muito bem. Quem assiste às partidas encontra velocidade, técnica, bons passes, marcação forte, dribles, jogadas trabalhadas e muita emoção. A bola corre de pé em pé, as equipes disputam cada espaço do gramado e, muitas vezes, parece que estamos assistindo a uma partida de xadrez jogada em alta velocidade.

É um espetáculo.

Claro, sei que o Corinthians continua sendo uma das grandes forças do futebol feminino brasileiro, liderando o ranking nacional da CBF e colecionando títulos importantes. E que no cenário internacional, o Barcelona aparece entre as grandes potências da modalidade.

Mas, neste sábado, tudo isso fica um pouco de lado. Ranking, tradição e retrospecto não entram em campo. Entram 11 de cada lado, uma bola e uma taça esperando por alguém.

E temos ainda outro motivo para olhar com esperança para o futuro: em 2027, o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina.

Meu desejo é que, até lá, nossas arquibancadas estejam cada vez mais cheias, que a imprensa dê mais espaço à modalidade, que os patrocinadores continuem chegando e que o público descubra — ou redescubra — o prazer de assistir a essas incríveis jogadoras.

Sim, elas já fazem a parte delas dentro de campo. Agora é a nossa vez.

Que o Morumbis fique lotado. Que a torcida faça barulho. Para que o futebol feminino continue crescendo e conquistando seu espaço.

No mais, que São Paulo e Corinthians nos ofereçam uma grande final. Afinal, quando a bola rola, o futebol não tem gênero. 

Tem emoção.


Foto: Laura Rincón

Lia Estevao - jornalista

Produtora de conteúdo digital para mídias sociais

Criação de fotolivros personalizados por Whatsapp

Informações e pedidos: Whatsapp (16) 9.9165-4497 com Lia 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

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Minha sugestão: faça um fotolivro personalizado.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Artistas e atletas asiáticos: o preço da perfeição.

Tenho andado fascinada por uma coisa que talvez seja consequência de ficar mais tempo em casa, com o tornozelo imobilizado e a televisão virando uma espécie de janela para o mundo: a extraordinária qualidade dos jovens artistas e atletas asiáticos.

Pode ser uma apresentação do BTS, uma música do Forestella, uma coreografia de patinação de Yuzuru Hanyu, uma ginasta chinesa fazendo coisas que desafiam as leis da física ou um nadador atravessando a piscina como se tivesse sido fabricado para aquilo.

Eu olho e penso: como é que alguém consegue fazer isso?

Depois olho para o meu tornozelo, que neste momento considera atravessar o corredor uma prova olímpica, e concluo que provavelmente não nasci para o esporte de alto rendimento.

Mas há outra pergunta que começou a me incomodar:

Quanto custa chegar a tanta perfeição?

Porque nós, espectadores, só vemos o produto final.

Vemos a roupa impecável, o sorriso, a música, o salto, a pirueta, a medalha. Vemos o artista entrando no palco sob uma chuva de luzes e saindo debaixo de aplausos.

Não vemos o adolescente que começou a treinar quando outras crianças ainda estavam brincando.

Não vemos a repetição número 347 de um movimento que precisa sair perfeito.

Não vemos a dor muscular, a lesão escondida, a dieta, a cobrança do treinador, a saudade dos pais, a competição permanente com alguém que pode ser apenas meio segundo melhor.

E, principalmente, não vemos o cansaço.

Há relatos e pesquisas recentes mostrando que jovens atletas chineses de alto rendimento convivem com uma combinação particularmente pesada: treinamento intenso, estudos, competições e pressão psicológica. Em entrevistas, alguns descrevem não apenas o corpo cansado, mas o medo de fracassar, de perder espaço na equipe e de não corresponder às expectativas.

E a pergunta que me vem imediatamente é: eles têm tempo para ser jovens?

Tempo para dormir até mais tarde?

Para namorar? 

Para ficar jogando conversa fora?

Para ir ao cinema?

Para passar uma tarde inteira sem fazer absolutamente nada?

Aquela maravilhosa atividade humana chamada “não fazer coisa nenhuma”, que nós brasileiros conhecemos tão bem e talvez devêssemos até patentear.

Em algumas escolas esportivas chinesas, crianças muito pequenas entram cedo em programas de treinamento intensivo. Há relatos de jornadas que chegam a muitas horas por dia.

É claro que o sistema chinês não é uma coisa parada no tempo. Nos últimos anos, o país vem tentando aproximar esporte e educação e reduzir alguns dos excessos da pressão acadêmica sobre crianças e adolescentes. Mas o próprio fato de essas mudanças terem sido necessárias mostra que a questão é complexa.

E não é só na China.

O fenômeno aparece também na Coreia do Sul, onde o sistema de formação de artistas do K-pop é conhecido pela competição brutal. Antes de existir um BTS, existe uma legião de jovens que treinou durante anos sem sequer saber se um dia chegaria ao palco.

Cantam, dançam, estudam idiomas, fazem avaliações constantes, cuidam da aparência e vivem sob a possibilidade permanente de serem substituídos por alguém considerado melhor.

O público, naturalmente, não vê nada disso. O público vê o BTS.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das grandes ilusões do nosso tempo: confundimos excelência com facilidade.

Quando alguém executa uma coisa extraordinariamente bem, imaginamos que aquilo seja natural.

“Ela nasceu para isso.”

“Ele tem talento.”

“Esse menino é um fenômeno.”

Pode até ser. Mas talento sem treinamento é apenas uma promessa.

A perfeição que chega até nós em três minutos de apresentação pode ter custado dez anos de vida.

E há algo ainda mais curioso.

Depois de uma apresentação espetacular, o público se levanta, aplaude, pega o celular, vai embora e, no caminho para casa, alguém comenta:

— Bonito. Mas não foi tão bom. É quase engraçado.

O sujeito passou dez anos treinando para fazer aquilo e nós, que acabamos de terminar uma pizza e ainda estamos procurando onde deixamos o controle remoto, temos a coragem de dar nota.

Mas talvez seja essa a natureza humana. A gente se acostuma rapidamente com o extraordinário.

O que ontem parecia impossível amanhã vira obrigação. Se a ginasta faz um movimento fantástico, queremos outro.

Se o cantor alcança uma nota inacreditável, esperamos que a próxima seja ainda mais alta.

Se o patinador executa quatro saltos, começamos a perguntar por que não fez cinco.

A excelência, quando se transforma em espetáculo, deixa de ser admirada e passa a ser cobrada. Até o impossível ganhar prazo de entrega.

E isso me faz pensar também em nós, os brasileiros.

No Brasil, temos uma cultura extraordinária de improviso, criatividade, malandragem no bom sentido, capacidade de resolver problemas com um barbante, uma fita adesiva e uma ideia que surgiu cinco minutos antes. 

É uma qualidade admirável. Mas às vezes levamos o improviso para além do razoável.

Queremos o resultado sem o processo.

O sucesso sem o treinamento.

O corpo bonito sem a academia.

O livro publicado sem escrever.

A empresa próspera sem planejamento.

O jogador campeão sem saber quantas horas ele treinou enquanto nós estávamos no churrasco.

Queremos que as coisas caiam do céu. E, quando não caem, reclamamos do céu.

Talvez por isso eu admire tanto esses jovens asiáticos que aparecem diante de mim na televisão.

Não porque ache que o modelo de cobrança levado ao extremo seja desejável. Longe disso.

Nenhuma medalha deveria valer uma infância perdida. Nenhum palco deveria exigir uma pessoa destruída. Nenhuma perfeição deveria custar a saúde de quem a produz.

Mas existe alguma coisa profundamente admirável na disciplina.

Na capacidade de repetir.

De errar e tentar outra vez.

De acordar no dia seguinte e fazer novamente aquilo que ontem não saiu perfeito.

Yuzuru Hanyu, já adulto e consagrado, contou recentemente que até em seus dias de descanso tem dificuldade de simplesmente descansar. A cabeça continua trabalhando, pensando no que precisa ser treinado.

Aquilo me impressionou. Porque talvez exista uma diferença enorme entre descansar o corpo e descansar a cabeça.

E nós, que assistimos ao espetáculo pronto, raramente pensamos nisso. Quando as luzes se acendem, o músico sorri. Quando toca a música, a ginasta entra.

Quando começa a apresentação, o patinador desliza. E tudo parece fácil.

Essa é a mágica.

Mas talvez a verdadeira mágica esteja justamente no que não aparece.

Nas horas silenciosas.

Nos erros.

Nas dores.

Nas renúncias.

Na disciplina.

No esforço.

No preço que ninguém vê.

Por isso, da próxima vez que eu assistir a uma apresentação absolutamente perfeita, talvez eu não diga apenas:

— Meu Deus, como são incríveis!

Porém...
Vou tentar lembrar de perguntar: Quantas vezes essa pessoa precisou cair para aprender a parecer que nunca caiu?

Porque a gente vê o glamour.

Mas, quase sempre, a perfeição mora nos bastidores.

E pensando, com toda sinceridade: Será que ninguém avisou a eles que era permitido ser apenas razoável?   

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Lia Estevão - Jornalista

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Há sentimentos que o tempo não apaga. Apenas cobre de cinzas.

Terminei de ler As Brasas, de Sándor Márai, um romance psicológico centrado no reencontro de dois antigos amigos após 41 anos de silêncio: o general reformado Henrik e seu inseparável companheiro de juventude, Conrad. A narrativa se constrói a partir de um longo monólogo, quase um duelo verbal, em que amizade, traição, lealdade e o peso do tempo são colocados à prova. Parece cansativo? Não é.

Ao contrário do que muitos imaginam quando ouvem falar em romance psicológico, As Brasas está longe de ser uma leitura complicada. A escrita é elegante, mas acessível, permitindo que qualquer leitor acompanhe a história e compreenda as reflexões que Márai propõe. Mais do que contar a falência de uma amizade, o autor retrata o fim de uma época e o desmoronamento dos valores que sustentavam o Império Austro-Húngaro.

Publicado em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, o romance carrega a atmosfera de uma Europa que assistia à destruição de seu passado. A Hungria vivia sob enorme pressão política e militar, primeiro pela influência nazista e, mais tarde, pela ocupação soviética. Não é difícil perceber como esse contexto histórico se reflete na obra: o clima sufocante, a sensação de imobilidade e a impressão de que os melhores dias ficaram para trás parecem nascer da própria angústia do autor diante do desaparecimento de uma civilização.

Nesse cenário, Márai constrói uma narrativa em que fidelidade, honra, amizade e verdade são constantemente questionadas, deixando ao leitor a tarefa de decidir quem, afinal, está certo.

Nascido em 1900, na Hungria, Sándor Márai exilou-se em 1948, inconformado com a implantação do regime comunista em seu país. Viveu em diversos lugares da Europa antes de se estabelecer nos Estados Unidos, onde morreu, em 1989.

As Brasas foi a primeira obra de Sándor Márai publicada no Brasil e continua sendo, até hoje, uma excelente porta de entrada para conhecer um dos grandes escritores húngaros do século XX.


Lia Estevão - Jornalista e Publicitária

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Produtora de fotolivros personalizados on line por Whatsapp (9.9165-4497)





segunda-feira, 22 de junho de 2026

Sonhos Não Gostam de Ficar no Acostamento


Antes que esta segunda-feira feche as portas e vá embora sem nem se despedir, faça uma coisa por você: não abandone seus sonhos no acostamento da vida.

Eles podem estar andando devagar, mancando, reclamando da subida e até pedindo um cafezinho para continuar. Tudo bem. O importante é que continuem em movimento.

Porque o problema não é chegar em último. Nem é errar o caminho de vez em quando. Triste mesmo é desistir da viagem antes de colocar o carro na estrada. É olhar para a pista de corrida e decidir que a arquibancada parece mais confortável.

Sim, haverá dias em que as lágrimas vão embaçar os óculos. Dias em que alguém dirá "não vai dar certo". Dias em que o vento mudará de direção justamente quando você tinha acabado de arrumar as velas.

Acontece.

Mas histórias não são escritas de uma vez só. Elas são reescritas a cada curva, a cada tropeço, a cada recomeço. E quem costuma chegar mais longe não é necessariamente quem enfrenta menos dificuldades. É quem aprende a não fugir de si mesmo.

A vida, convenhamos, está longe de ser um catálogo de rosas. Às vezes entrega espinhos, boletos, decepções e segundas-feiras particularmente mal-humoradas. Ainda assim, quase nada dura para sempre. Nem o calor sufocante, nem a tempestade mais teimosa.

Por isso, se eu pudesse dar um conselho para esta semana, seria simples: siga em frente.

Resmungue um pouco, se for o caso. Tome um café. Coma um pedaço de bolo sem culpa. Diga alguns "eu mereço" para si mesma. Depois continue.

Mantenha a cabeça erguida, os olhos curiosos e a coragem funcionando. Não pare no meio do caminho só porque o céu escureceu. Tempestades passam. Oportunidades voltam.

E lembre-se: a felicidade raramente toca a campainha e se apresenta na recepção. Normalmente ela entra pelos fundos, disfarçada de encontro inesperado, conversa boa, notícia simples ou um problema que, afinal, nem era tão grande assim.

Portanto, não desista dos seus sonhos. Eles podem até estar atrasados, mas, convenhamos, nesta altura da vida quase todo mundo está correndo atrás de alguma coisa: da forma física, do dinheiro, do tempo perdido, da senha do banco ou dos óculos que acabou de colocar na cabeça.

Boa semana. E siga em frente. De preferência sem perder os óculos.


Lia Estevão - Jornalista

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Representante da moda Nathalis (SP) - fotos do texto

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

A Idade da Presença

Hoje, a mulher na faixa dos 60 anos — ou mais — tem a cabeça jovem, curiosa e atualizada. É bem humorada, apaixonada pela vida e cada vez mais universal. Ou deveria ser. Não importa o país em que vive. Ela compartilha anseios, interesses, preocupações, expectativas e prazeres semelhantes. Ainda assim, continua lutando por algo básico: a liberdade de assumir sua personalidade e escolher como deseja se mostrar ao mundo. Não, não vou falar de política.

Vou falar de moda como forma de expressão. Moda, essa linguagem viva que muda o tempo todo. Porque, quando algo permanece igual para sempre, deixa de ser moda e vira apenas roupa. E nós, mulheres, estamos em permanente transformação.

Ser mulher hoje é viver muitas versões de si mesma. Entre conquistas e desafios, ocupamos espaços, enfrentamos pressões e reinventamos caminhos diariamente. A moda acompanha esse movimento. Ela veste nossas fases, traduz nossos humores, reforça nossa presença e, às vezes, até nossa coragem.

Ao contrário do que acontecia com nossas avós, envelhecer já não significa desaparecer. Mas também não vou fingir que a sociedade facilita as coisas. Ainda nos cobram juventude, energia, pele firme, postura impecável e uma aparência constantemente renovada para que continuemos visíveis. É injusto? Talvez.

Mas, já que o jogo existe, podemos aprender a jogá-lo sem perder nossa autenticidade. E é justamente aí que a moda deixa de ser superficial. Ela se transforma numa ferramenta de comunicação silenciosa. Antes mesmo de abrirmos a boca, nossas escolhas contam uma história sobre quem somos e como desejamos ocupar o mundo.

Por isso, aqui vai uma sugestão simples, elegante e surpreendentemente eficaz para os dias mais frios: adote o branco como cor-coringa da temporada. O branco é uma das ferramentas mais poderosas e acessíveis para iluminar e revitalizar a imagem feminina na meia-idade. Ao contrário do velho mito de que apenas o preto favorece a silhueta, o branco tem uma qualidade rara: ele traz luz ao rosto. Funciona quase como um refletor natural. Suaviza sombras, ameniza a aparência de olheiras, destaca a luminosidade da pele e transmite uma sensação imediata de frescor e vitalidade.

E há outra vantagem: no inverno, quando predominam tons escuros e pesados, o branco quebra a monotonia visual e acrescenta sofisticação ao look. Um conjunto monocromático em branco ou off-white transmite refinamento sem esforço. Tricôs encorpados, lã, alfaiataria, couro e tecidos naturais ganham elegância instantânea quando aparecem em tons claros. Um sobretudo branco ilumina os dias cinzentos. Uma camisa branca próxima ao rosto potencializa o efeito iluminador. Cachecóis, golas altas e peças em fibras naturais ajudam a criar um visual contemporâneo, leve e sofisticado.

Porque, no fim das contas, moda nunca foi apenas sobre roupas. É sobre presença. E talvez uma das maiores liberdades da maturidade seja justamente esta: vestir-se não para parecer mais jovem, mas para refletir, com leveza e autenticidade, a mulher interessante que você se tornou.


Lia Estevão - Jornalista

Produtora de conteúdo digital

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Representante da moda Nathalis (SP) - fotos do texto

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domingo, 17 de maio de 2026

Novidades da temporada em Moda Casual. Conforto, beleza e praticidade.

O estilo casual da Nathalis/Lia é  focado no conforto e na praticidade, unindo peças básicas e atemporais com toques de modernidade. É a moda descomplicada, ideal para o dia a dia, passeios ou ambientes de trabalho informais, priorizando tecidos confortáveis e modelagens que facilitam o movimento. 

A base do guarda-roupa casual e inteligente inclui camisetas de algodão, calças jeans, moletons, jaquetas jeans e blazers mais maleáveis e desestruturados, com os principais detalhes da temporada.
Abaixo, onde fazer seus pedidos on line, por  Whatsapp.

Contunto em moletinho
Jaqueta com Zíper
Listras lateral:Chic e Estiloso
PMG 2X 99,99
GG 2X 105,00
Cores: preto, marinho, off e marrom 

Conjunto de blusa com capuz e bolso 
canguru. Detalhe: pespontado
Em moletinho
PMG 2X 98,00
GG 2X 102,00
Cores: preto, marinho, narrom e vermelho

Blusa com gola e punho
PMG R$ 85,88
GG R$ 89,90

Blusa básica, manga longa
Decote V ou Careca
PMG R$ 75,00
GG R$ 79,90
Cores: preta, marinho, vinho, bege,
off white, verde, marrom 
Com capuze bolso canguru
PMG R$ 85,00
GG R$ 89,90
Cores:preta, marinho, vermelha,
vinho, verde, off, marrom e
listrada branco com preto


Blusa sem manga e levemente assimétrica
com aplicação de renda no decote
R$ 79,90
Saia midi com aplicação de renda
PMG R$ 99,90
GG R$ 109,90
Cores: preta, marinho, verde oliva,  
 marrom café e off White



Pedidos e maiores informações com Lia Estevão por Whatsapp (16 9.916544-97), no direct do Instagram e Facebook, ou por 

e-mail: liaestevao@gmail.com





 













quarta-feira, 8 de abril de 2026

“Brasil: entre o escândalo e a cervejinha gelada”

Estou cansada. Cansada mesmo.

De sempre ouvir as mesmas mentiras, absurdos e lorotas sobre a política deste Brasil, que parece viver em eterno replay. Muda o discurso, mas o final é sempre igual: culpados não pagam, corruptos seguem ilesos e nós seguimos… esperando o próximo feriado — e, claro, torcendo para dar aquela emendada.

Entre uma indignação e outra, abrimos uma cerveja gelada e decidimos, por ora, “deixar pra lá”. Estratégia nacional não oficial — mas amplamente praticada.

Estou cansada dos conchavos. Em todos os níveis.

Mas lembro de um velho jornalista que dizia:
“Adaptem-se à realidade, mas sem se conformar. Não adianta remoer o que não cabe a nós resolver.”

Por sobrevivência emocional, resolvi ouvi-lo.
Então mudo de assunto.

Se antes falei de moda, hoje falo de stress — o meu, o seu, o nosso de cada dia.

Ele é democrático: atinge todos, ou quase todos. É a resposta do corpo e da mente a uma rotina que não dá trégua. Ignorado, cobra caro. Por isso, cuidar-se deixou de ser luxo, é sobrevivência. 

Cuidar-se, então, é se adaptar à própria realidade, sem se render a ela. É não alimentar problemas sem solução. É permitir que as emoções existam e compreender que todas precisam circular (amor, raiva, alegria, tristeza), todas elas, para que não se transformem em prisão interna.

Falar ajuda. Escrever ajuda. Organizar a vida, ainda que no papel, ajuda também.

Isolar-se, não. Isolar-se, na verdade, nunca foi boa ideia. Solidão em excesso costuma ser terreno fértil para o stress crescer bonito e forte.

E, sobretudo, ser coerente consigo mesma, reconhecer necessidades, respeitar limites e, principalmente, aceitar que nem tudo tem solução imediata — ou solução alguma.

E o que não tem solução…
bem, como diria alguém mais sábio do que eu: solucionado está.

Sem stress.

Ou, pelo menos, com um pouco menos dele.


Lia Estevao - jornalista

Expert na criação de fotolivros personalizados

Tudo por Whatsapp (16 9.9165-4497)


domingo, 15 de março de 2026

Já que não entendo o país, vamos falar de moda?


Do noticiário incompreensível às eternas regras da elegância: às vezes o guarda-roupa faz mais sentido que o país

Sinto que o nosso país anda… estranho.
Nem complexo demais, nem simples de entender. Apenas estranho.

Eu mesma afirmo — meio na dúvida — que já não entendo mais nada. Quando ouço uma notícia, desconfio. Quando não dou a mínima, descubro depois que era sério.

Dizem que o país cresce a olhos vistos, que o emprego vai bem, que o dinheiro circula. Enquanto isso, aqui na minha mesa, os boletos continuam chegando com uma pontualidade britânica. E, modestamente falando, pagá-los segue sendo uma atividade olímpica.

Minha bolha anda um pouco abalada.
Mas fico feliz ao ver que a bolha de muitos amigos permanece em franca expansão — tranquila, otimista, certa de um futuro próximo brilhante.

Se para alguns esse futuro já chegou, para mim ele parece mais um looping: uma repetição contínua de eventos passados, sempre atualizados, mas curiosamente imóveis. Vai e volta… e nada sai exatamente do lugar.

Diante disso, pensei em falar de moda.
É um assunto muito mais tranquilo — e curiosamente mais coerente.


A moda também se repete através dos tempos, mas sempre traz alguma inovação, um pequeno ajuste, uma nova leitura. Em outras palavras: muda sem negar o que já existia. Algo que, convenhamos, as sociedades também poderiam tentar fazer com mais frequência.

Lembro que, há mais de vinte anos — sim, vinte — quando eu escrevia sobre tendências para aquelas revistas mensais que faziam parte da nossa rotina (quem lembra de Vogue, Claudia ou Marie Claire?), um tema recorrente era como a mulher GG poderia deixar o visual mais leve, elegante e confortável.

Curiosamente, de lá para cá, pouca coisa mudou. Algumas ideias continuam tão válidas quanto naquela época:

• Prefira modelagens fluidas — saias e vestidos longos ou midi, com fendas discretas e tecidos leves, que acompanhem o movimento do corpo. Tecidos muito pesados, cheios de babados, franzidos ou pregas tendem a acrescentar volume desnecessário.

• Nas calças, cortes retos ou mais amplos costumam funcionar melhor, especialmente com cintura um pouco mais alta.

• Cores escuras como preto e azul-marinho ajudam a alongar a silhueta, mas isso não significa viver em luto fashion. Uma blusa colorida ou estampada pode deixar o visual mais alegre — e até mais bem-humorado.

• Camisão com legging? Melhor deixar para a academia. No dia a dia, costuma envelhecer o visual — e isso vale até para quem veste manequim P.

• Decotes em V são ótimos aliados: alongam a silhueta e trazem leveza, principalmente em malhas finas e mais soltas.

• Para combinar com calças amplas, funcionam bem blusas transpassadas, gola halter, decote canoa, modelos peplum ou camisas de alfaiataria em tecidos leves, como seda ou cetim.

• Cintos também ajudam a finalizar o visual, especialmente quando a blusa é usada por dentro da calça.

• Estampas? Aposte sem medo: listras, poás e até um bom animal print podem funcionar muito bem.

E, por fim, um conselho que vale tanto para a moda quanto para a vida:

Ninguém está prestando tanta atenção em você quanto você imagina.
Portanto, ouse.


Lia Estevão - Jornalista

Expert na criação de albuns de fotografias digitais 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Quando o jornalista vira réu

Há algo curioso — e preocupante — acontecendo no Brasil: o jornalista deixou de ser o fiscal do poder para virar suspeito da plateia.

Nas redes sociais, o tribunal funciona 24 horas por dia. Não importa se é X, Instagram ou Facebook. O clima não é de debate; é de vigilância. Cada manchete vira prova. Cada silêncio vira indício.

O Digital News Report 2025, do Reuters Institute for the Study of Journalism, mostra que apenas 42% dos brasileiros que usam internet dizem confiar nas notícias. É o pior índice em mais de uma década. Não é só um número. É um sintoma.

A polarização política, a avalanche de informações e a sensação de que tudo pode ser manipulado — inclusive por inteligência artificial — criaram um ambiente em que a dúvida virou reflexo automático. Antes de ler, desconfia-se. Antes de entender, rotula-se.

O jornalista virou personagem de uma narrativa curiosa: para uns, é militante disfarçado; para outros, é cúmplice silencioso. Se critica, é ativista. Se pondera, é vendido. Se erra, confirma todas as suspeitas.

Enquanto isso, nas redações (ou no que restou delas), o profissional virou um híbrido improvável: repórter, editor, produtor de vídeo, estrategista digital e moderador de comentários raivosos. Trabalha mais, aparece mais e, paradoxalmente, é menos acreditado.

Há, sim, excelentes profissionais. Há rigor, checagem e responsabilidade. Mas o público parece exausto — e migra para quem confirma suas certezas com mais convicção do que nuance.

A influência digital hoje não depende apenas de credibilidade institucional. Ela passa por alcance, engajamento e identificação ideológica. E isso muda o jogo.

Talvez o problema não seja apenas o jornalismo. Talvez seja a nossa dificuldade coletiva de conviver com complexidade.

A pergunta que permanece é desconfortável: ainda queremos informação — ou apenas confirmação?

E mais: confiança se reconstrói ou, uma vez quebrada, vira peça de museu?


Lia Estevão
Jornalista por ofício
Contadora de histórias por vocação

Entre uma crônica e outra,
transforma as fotos do seu celular
em fotolivros e álbuns impressos —
memórias que merecem sair da nuvem
e virar papel.

Pedidos e informações pelo WhatsApp: (16) 99165-4497


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Entre os nomes que mais repercutem nas redes (considerando relatórios do Reuters Institute e rankings como iBest, Favikon e Zeeng), destacam-se:

Alcance e viralização nas redes:

  • Alexandre Garcia

  • Luís Ernesto Lacombe

  • Leo Dias

  • Augusto Nunes

  • Kim Paim

Âncoras tradicionais com forte presença digital:

  • William Bonner

  • César Tralli

  • Andréia Sadi

  • Luiz Bacci

Perfis fora da curva, mas com audiência fiel:

  • Cláudio Dantas

  • Ana Paula Henkel

Esses nomes movimentam o debate — cada um à sua maneira — e mostram que influência hoje passa tanto pela credibilidade construída quanto pela capacidade de engajamento.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Quando todo mundo grita verdades absolutas, pensar virou um ato quase subversivo.


Boa tarde, meus amigos.

Preciso confessar uma coisa meio indigesta: ando com dificuldade de acreditar em quase tudo o que leio quando o assunto é política. Não importa se vem da chamada “imprensa tradicional” ou da tal “alternativa”. Às vezes, confesso, me pego acreditando mais em um vídeo caseiro no Instagram do que em um editorial cuidadosamente elaborado.

O que não quer dizer que eu esteja certa. Quer dizer apenas que estou desconfiada.

Minha postura hoje é menos de convicção e mais de sobrancelha levantada. Ando numa fase “hum… será?”. Porque, convenhamos, é difícil navegar num ambiente em que quase todo mundo parece ter lado definido, bandeira hasteada e torcida organizada. Jornalismo virou novela das nove — só que com comentaristas inflamados e plateia dividida.

E eu me pergunto: qual deve ser o perfil do jornalista brasileiro para sobreviver — e, mais que isso, manter credibilidade — num país que transformou opinião em identidade?

As pesquisas não ajudam a responder essa indagação. O Reuters Institute mostra que a confiança no jornalismo brasileiro está no pior nível em mais de dez anos: apenas cerca de 42% dizem confiar nas notícias. Quarenta e dois por cento. É quase um “talvez” coletivo.

De um lado, há quem jure que os grandes veículos são militantes disfarçados, que escondem um lado e amplificam o outro. Do outro, há quem diga que a imprensa é conivente, leniente, cúmplice. Dependendo de quem lê, o jornalista vira herói ou vilão antes mesmo do segundo parágrafo.

No meio disso tudo, as redes sociais viraram o principal balcão de notícias. YouTube, Instagram, WhatsApp. A informação circula mais rápido que a reflexão. E junto com ela vêm os influenciadores, os comentaristas instantâneos, os especialistas de feed. Há quem diga que o jornalismo profissional perdeu espaço para os “colunistas de Twitter” — que, aliás, nem sempre têm o compromisso de apurar antes de opinar.

O resultado? O jornalista brasileiro virou um eterno suspeito. Se escreve algo que desagrada, é “petista disfarçado”. Se questiona o outro lado, é “bolsonarista enrustido”. Se tenta ponderar, é “falso neutro”. Se viraliza, é “caçador de likes”. Quase ninguém escapa.

Some-se a isso a inteligência artificial produzindo textos em escala industrial, eleições se aproximando em 2026, e um país que já acorda cansado antes mesmo do café. O cenário não é exatamente tranquilo: polarização, imediatismo, excesso de opinião travestida de informação. 

Confesso mais uma vez: não sei exatamente como me comportar, mas procuro um caminho de lucidez. Questionar sem desacreditar de tudo. Desconfiar sem virar conspiracionista. Ler com espírito crítico, mas sem perder a boa-fé.

E vocês, meus amigos?
Como têm navegado nesse mar revolto de versões,                                                                                       narrativas e certezas absolutas?

Afinal, quando todo mundo grita verdades absolutas, pensar virou um ato quase subversivo.

E se esta reflexão fez sentido para você, compartilhe.
O debate público agradece.


 Lia Estevão - Jornalista

Expert na produção de fotolivros personalizados por Whatsapp

Informações 9.9165-4497

sábado, 31 de janeiro de 2026

Inadequada ou apenas lúcida demais? A solidão de quem pensa demais

 Nada no mundo é pior do que a sensação de inadequação

Ela não chega avisando. Não toca a campainha nem pede licença. Acontece de repente — numa reunião em que todo mundo parece falar com segurança sobre coisas que você domina, mas não consegue dizer. Numa conversa de bar que escorrega para slogans rasos, enquanto você sente vontade de aprofundar e percebe que ali não há espaço. Num almoço de família em que suas escolhas viram motivo de silêncio constrangido ou ironia mal disfarçada.

A sensação de inadequação nasce justamente aí: quando o que somos não encontra eco no ambiente. E não porque somos “menos”, mas porque somos deslocados daquele tom dominante que exige respostas rápidas, opiniões prontas e certezas gritadas.

Muita gente chama isso de baixa autoestima. Às vezes é. Mas nem sempre.
Em muitos casos, é o oposto: é lucidez demais em um mundo que prefere a superficialidade. É ter argumentos, e perceber que não há diálogo possível. É saber escutar, e notar que ninguém quer ouvir.

Vivemos numa sociedade que valoriza a performance, não a reflexão. Quem pensa demais “complica”. Quem pondera “enrola”. Quem faz perguntas vira “chato”. E, aos poucos, quem não se adapta a esse ritmo começa a achar que o problema é interno. Que não pertence.

O problema é que pertencer, hoje, muitas vezes exige abrir mão da complexidade.
E nem todo mundo consegue — ou quer — pagar esse preço.

Como se enfrentam essas situações no dia a dia? Cada um do seu jeito.
Há quem se cale. Há quem se irrite. Há quem finja concordar só para não se sentir excluído. Há quem se recolha para dentro de si — e é aí que mora o perigo maior: quando o silêncio vira isolamento e o isolamento vira descrença.

Talvez a saída não seja “se adequar”, mas escolher melhor os espaços. Entender que não somos inadequados por inteiro — apenas não cabemos em todo lugar. E tudo bem. Alguns ambientes não foram feitos para profundidade. Algumas pessoas não suportam espelhos.

A sensação de inadequação dói porque toca num desejo humano básico: o de ser reconhecido. Mas, com o tempo, ela também pode ensinar algo valioso — que permanecer fiel a si mesmo, mesmo cansada, mesmo desacreditada, ainda é uma forma de resistência.

E, hoje em dia, resistir já é muito.

Lia Estevão - Jornalista

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