quinta-feira, 25 de maio de 2023

Maria Butcher encanta com sua arte. Definitivamente.

Com voz macia e poderosa, e um carisma impressionante, Maria Butcher
 sempre surpreende aqueles que têm oportunidade de assistir aos seus shows. 
Nas apresentações, movimentos graciosos e leves são como uma dança
 que complementam as canções que tanto amamos ouvir. A platéia se encanta. 


Uma trajetória de muita dedicação

Não é de hoje que Maria, a cantora, batalha para conquistar os próprios espaços no meio artístico. Ser respeitada pelo público como uma profissional talentosa e diferenciada, sempre norteou o longo e árduo caminho que escolheu seguir. Com determinação e versatilidade admiráveis, combinadas a um repertório que transcende estilos musicais, ela alcançou o merecido reconhecimento.

Atualmente, aos 45 anos, Maria Butcher é uma mulher alegre e em paz. Seu dia-a-dia corrido é a maior prova de que venceu na carreira, e de que vive uma fase produtiva e maravilhosa. Com agenda repleta de compromissos e de convites para cantar, ela se sente extremamente feliz, embora lamente o pouco tempo que lhe resta para cuidar de si mesma (adora caminhar, fazer ginástica) e dedicar mais atenção aos seus muitos amigos. No entanto, quando se trata de seu filho, nada a impede de estar sempre presente e demonstrar todo o seu amor.

Desde criança morando em São Carlos, a paulistana Maria trilhou um caminho cheio de desafios, o que nunca abalou sua avassaladora paixão pela música, pelo canto, e pela dança. “Também nunca deixei de acreditar que tinha potencial para essas manifestações artísticas”, comenta bem humorada, “potencial suficiente para superar os entraves e seguir em frente”.

Quando decidiu se tornar artista e brilhar no cenário musical, ela não poupou esforços nem dedicação para se destacar em um universo tão competitivo. Viajou por diversos países (Inglaterra, China, Irlanda e Japão), aprendeu muito, amadureceu, e superou inibições nos cruzeiros que fez ao redor do mundo.  

Em 2013, Maria voltou ao Brasil e deu à luz seu filho, hoje com 10 anos. Dois anos depois, em 2015, abriu a própria empresa de comunicação e intensificou a já consagrada carreira profissional. “Com muito trabalho e persistência”, diz ela, “comecei a me destacar de uma forma mais tranqüila e prazerosa, a aceitar os desafios inerentes à carreira com mais serenidade”.


                            Paixão por São Carlos

Apaixonada por São Carlos reconhece e valoriza as inúmeras oportunidades que a cidade oferece a todos os artistas. “Comigo não foi diferente”, brinca, abrindo um largo sorriso. Comenta ainda que o público local sempre a recebeu com carinho, afeto.  “Sou imensamente grata a esta incrível cidade. Graças a ela vivo e me sustento apenas com minha arte”, comenta.

Além de produtora de eventos, compositora e diretora do São Carlos Clube, sua voz cristalina e refinado gosto musical, levam emoção e alegria para muitos casamentos, e eventos sociais, que acontecem na cidade. Ela brilha em todos os palcos, principalmente quando se apresenta ao lado do amigo, André de Souza. “É sempre maravilhoso me apresentar com ele. Além de excelente músico e cantor, André é um amigo muito querido, de alma pura e coração gigante, e que toca violão como ninguém”.

Seus projetos incluem o que há de melhor na música brasileira, sendo apaixonada por MPB. Shows como “As mulheres de Chico Buarque”, “Bossa Nova, um samba diferente”, “Chuva, suor e cerveja”, entre outros, além de uma homenagem a Marisa Monte, a colocam entre as mais respeitadas artistas do mundo da música.

Pode-se afirmar que a trajetória de Maria Butcher é uma inspiração para todos os jovens artistas, e uma prova de que talento e determinação abrem portas mesmo nos momentos mais desafiadores da vida. Sensível, inquieta, ela ama dizer a todos que agora é apenas Maria, a que canta.  

E quando a Maria mulher abraça a Maria menina ninguém resiste. Elas só refletem coração, alma, e muita empatia. Talvez, por isso mesmo, diz não precisar conhecer profundamente as pessoas para acreditar nelas e se entregar. “Sabe, eu confio na lealdade do ser humano”, conta ela, ”até que ele me prove o contrário, mesmo sabendo que isso aumenta as chances de novas decepções”.

Maria, a que canta, definitivamente encanta.      

Lia Estevão  (Jornalista)                            

 


terça-feira, 2 de maio de 2023

"Você não tem mais idade para isso" A crueldade do etarismo



Você não tem mais idade para isso!”
Quem já ouviu isso?
Percebi, de um jeito ingrato, já que as angustias foram duramente superadas durante a lenta  passagem do tempo, que envelhecer sem amadurecer é como imergir num universo totalmente desfavorável onde é quase impossível continuar com a vida produtiva.  

O que acontece? Nos prendemos ao melhor do passado e, de quebra, ainda o moldamos alguns desses momentos de acordo com nossos desejos atuais. Tudo para nos fazer crer que, naquela época, a vida era perfeita e que agora, inesperadamente, outra realidade nos assombra ao sugerir (ou melhor, impor) uma existência mais comedida,  limitada e sem metas a conquistar. Uma existência cuja prioridade é ser saudável, deixando futuros projetos para os jovens. E a sociedade repete, e repete, "o tempo passou". 


Discriminação etária na
 esfera profissional é crueldade

Envelhecer, de fato, é uma arte. Amadurecimento e sabedoria transformam, para o idoso, cada amanhecer em um novo início, e com possíveis novas conquistas, sejam elas quais forem. Desde que as oportunidades se apresentem. Desde que os preconceitos sejam superados.

Então, meus amigos, o tempo de quem já viveu muitos anos não passou.  Ao contrário. Esse tempo o transformou numa pessoa mais informada, interessante, numa pessoa mais capacitada. 

Embora no Brasil, a idade que marca o início da velhice seja de 60 anos, verdade é que os idosos estão cada vez mais ativos. E ultrapassando os 90 anos.  Eles sabem cuidar da saude e trabalham, estando envolvidos em questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis. Vamos evitar a crueldade do etarismo porque, se não morrermos, amanhã seremos nós os idosos.


Tipos de envelhecimento 

Envelhecimento biológico, sinalizado por um conjunto de mudanças físicas e orgânicas, com acúmulo progressivo de disfunções e diminuição da reserva e capacidade fisiológica;

Envelhecimento social, em que se verificam alterações nos papéis sociais, sendo principalmente alterações definidas pela sociedade;

Envelhecimento psicológico, onde se observam alterações da atividade intelectual e nas motivações, bem como alterações comportamentais e emocionais.


Preconceitos contra idosos que devem ser combatidos

  1. Atribuir o esquecimento à idade. ...
  2. Os mais velhos já “tiveram a sua vez” ...
  3. Os mais velhos são solitários. ...
  4. Os idosos estão “muito velhos para isso” ...
  5. Infantilizar o idoso.