Inadequada ou apenas lúcida demais? A solidão de quem pensa demais

 Nada no mundo é pior do que a sensação de inadequação

Ela não chega avisando. Não toca a campainha nem pede licença. Acontece de repente — numa reunião em que todo mundo parece falar com segurança sobre coisas que você domina, mas não consegue dizer. Numa conversa de bar que escorrega para slogans rasos, enquanto você sente vontade de aprofundar e percebe que ali não há espaço. Num almoço de família em que suas escolhas viram motivo de silêncio constrangido ou ironia mal disfarçada.

A sensação de inadequação nasce justamente aí: quando o que somos não encontra eco no ambiente. E não porque somos “menos”, mas porque somos deslocados daquele tom dominante que exige respostas rápidas, opiniões prontas e certezas gritadas.

Muita gente chama isso de baixa autoestima. Às vezes é. Mas nem sempre.
Em muitos casos, é o oposto: é lucidez demais em um mundo que prefere a superficialidade. É ter argumentos, e perceber que não há diálogo possível. É saber escutar, e notar que ninguém quer ouvir.

Vivemos numa sociedade que valoriza a performance, não a reflexão. Quem pensa demais “complica”. Quem pondera “enrola”. Quem faz perguntas vira “chato”. E, aos poucos, quem não se adapta a esse ritmo começa a achar que o problema é interno. Que não pertence.

O problema é que pertencer, hoje, muitas vezes exige abrir mão da complexidade.
E nem todo mundo consegue — ou quer — pagar esse preço.

Como se enfrentam essas situações no dia a dia? Cada um do seu jeito.
Há quem se cale. Há quem se irrite. Há quem finja concordar só para não se sentir excluído. Há quem se recolha para dentro de si — e é aí que mora o perigo maior: quando o silêncio vira isolamento e o isolamento vira descrença.

Talvez a saída não seja “se adequar”, mas escolher melhor os espaços. Entender que não somos inadequados por inteiro — apenas não cabemos em todo lugar. E tudo bem. Alguns ambientes não foram feitos para profundidade. Algumas pessoas não suportam espelhos.

A sensação de inadequação dói porque toca num desejo humano básico: o de ser reconhecido. Mas, com o tempo, ela também pode ensinar algo valioso — que permanecer fiel a si mesmo, mesmo cansada, mesmo desacreditada, ainda é uma forma de resistência.

E, hoje em dia, resistir já é muito.

Lia Estevão - Jornalista

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A história do Brasil além dos slogans - parte 3

Para encerrar esta trilogia sobre fatos históricos do Brasil — que muita gente desconhece ou lembra de forma excessivamente simplificada — compartilho algumas informações que ajudam a compreender melhor o país e mostram como a realidade costuma ser mais complexa do que as narrativas polarizadas do presente.

A verdade é que a história brasileira é cheia de nuances: heróis com sombras, vilões com motivações compreensíveis, decisões tomadas sob pressão e consequências inesperadas. Os fatos ajudam a escapar de debates rasos do tipo “ditadura boa ou ruim” ou “esquerda/direita sempre certa”.

O golpe de 1964 teve apoio popular inicial significativo
Antes do golpe, o governo João Goulart enfrentava inflação elevada, greves frequentes e um clima de instabilidade política, além do medo, amplamente disseminado, de uma suposta “comunização” do país. As Marchas da Família com Deus pela Liberdade, em 1964, reuniram centenas de milhares de pessoas nas ruas, inclusive em São Paulo e no Rio de Janeiro. Setores da classe média e grupos conservadores viam a intervenção militar como uma “salvação”. Esse apoio, porém, foi se dissolvendo ao longo dos anos, à medida que a repressão política, a censura e a crise econômica se aprofundaram.

Getúlio Vargas foi adorado por trabalhadores e rejeitado por elites — até o fim
Getúlio Vargas criou a CLT, instituiu o salário mínimo e fundou a Petrobras, consolidando a imagem de “pai dos pobres”. Ao mesmo tempo, governou como ditador durante o Estado Novo (1937–1945), censurando a imprensa e reprimindo opositores. Seu suicídio, em 1954, com a famosa carta-testamento, evitou uma ruptura institucional imediata e ajudou a conter uma crise política que poderia ter resultado em um golpe. Até hoje, Vargas divide opiniões.

A Independência do Brasil foi negociada — e custou caro
Dom Pedro I não proclamou a Independência apenas por impulso às margens do Ipiranga. O processo envolveu negociação com Portugal: o Brasil pagou cerca de 2 milhões de libras esterlinas, obtidas por meio de um empréstimo inglês, como indenização para que a independência fosse reconhecida. Portugal manteve privilégios comerciais, o que revela uma independência política acompanhada de forte dependência econômica.

Os Estados Unidos apoiaram ativamente o golpe militar 

Documentos desclassificados confirmam que a operação “Brother Sam” mobilizou uma frota naval americana para intervir caso houvesse resistência ao movimento golpista. O então embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, e a CIA mantiveram contato direto com os militares e financiaram ações anticomunistas. Esse histórico ajuda a explicar a desconfiança recorrente de setores da esquerda brasileira em relação aos Estados Unidos — não se trata apenas de retórica ideológica.

O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão

A Lei Áurea foi assinada em 1888, após intensa pressão internacional — especialmente inglesa —, mobilização de movimentos abolicionistas internos e fuga em massa de pessoas escravizadas. Não houve qualquer política de integração social ou econômica para os libertos. A ausência de indenização aos ex-proprietários gerou forte ressentimento entre as elites agrárias, que passaram a apoiar o golpe republicano de 1889, contribuindo para a queda da monarquia.

A República Velha (1889–1930) foi uma oligarquia disfarçada de democracia
Eleições eram sistematicamente fraudadas por meio do voto de cabresto e do chamado “bico de pena”. Minas Gerais e São Paulo alternavam o poder presidencial na política do “café com leite”, enquanto o coronelismo dominava o interior do país. Revoltas populares, como a da Vacina (1904), e a própria Revolução de 1930 evidenciam o grau de exclusão política da maior parte da população.

Juscelino Kubitschek construiu Brasília com crescimento — e endividamento
O lema “50 anos em 5” impulsionou um crescimento econômico expressivo, com média anual em torno de 8%. Em contrapartida, o país enfrentou inflação elevada e aumento significativo da dívida externa, sobretudo por meio de empréstimos internacionais e acordos com os Estados Unidos. Parte da instabilidade econômica que marcou o início dos anos 1960 tem raízes nesse período.

A redemocratização de 1985 não teve eleição direta para presidente
Tancredo Neves foi eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral e morreu antes de tomar posse. Coube a José Sarney — ex-aliado do regime militar — assumir a Presidência. Apesar das mobilizações massivas das Diretas Já, em 1984, a emenda Dante de Oliveira não foi aprovada. A primeira eleição direta para presidente só ocorreria em 1989.

A história do Brasil, como se vê, não cabe em slogans nem em versões simplificadas. Entendê-la exige aceitar contradições, reconhecer erros e resistir à tentação de transformar o passado em instrumento de guerra ideológica no presente.


Lia Estevão - Jornalista

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Entre repressão e crescimento: o Brasil sob a Ditadura Militar - parte 2

Um novo ano se aproxima — e, com ele, escolhas que podem definir o rumo do país. Vamos eleger um presidente e renovar grande parte do Congresso. Estamos preparados para atravessar um dos períodos mais decisivos da nossa história recente?

São decisões que não comportam descuido. Precisam ser guiadas não por paixões momentâneas, mas pelo Brasil que desejamos construir. Que vença a maioria, seja qual for. E que essa maioria tenha, ao menos, a chance de trabalhar pelo país em que acreditou. É isso.

Hoje, amigos, vou compartilhar alguns fatos históricos sobre a Ditadura Militar no Brasil (1964–1985) — fatos que muita gente desconhece ou lembra de forma simplificada demais. Eles mostram um período cheio de contradições: houve repressão brutal, mas também crescimento econômico; censura severa, mas também apoio popular em determinados momentos; tortura, mas uma anistia ampla no final. São elementos que ajudam a enriquecer o debate, sem cair em visões maniqueístas do tipo “foi só bom” ou “foi só ruim”.

O regime começou com apoio significativo de setores da sociedade civil. Em março e abril de 1964, as Marchas da Família com Deus pela Liberdade reuniram centenas de milhares de pessoas em São Paulo, no Rio e em outras capitais. Jornais como O Globo e a Folha de S.Paulo apoiaram abertamente o golpe. Parte da classe média temia a chamada “comunização”, diante das reformas propostas por João Goulart. Esse apoio começou a se desfazer apenas anos depois, com o endurecimento da repressão e, mais adiante, com a crise econômica dos anos 1980.

Houve, sim, crescimento econômico expressivo durante o chamado “Milagre Brasileiro”, entre 1968 e 1973, quando o PIB cresceu, em média, cerca de 11% ao ano. Grandes obras foram realizadas, como a Transamazônica, a Ponte Rio–Niterói e Itaipu. Mas esse crescimento foi financiado por endividamento externo e repressão salarial. Greves eram proibidas. Quando veio a crise do petróleo, em 1973, a conta chegou: inflação elevada e recessão marcaram a década seguinte.

A censura foi pesada, embora não absoluta. Censores do DOPS atuavam dentro das redações. O Estado de S. Paulo chegou a publicar receitas de bolo no lugar de textos vetados. Ao mesmo tempo, jornais alternativos como Opinião, Movimento e O Pasquim circulavam com críticas veladas. A TV Globo cresceu fortemente no período, beneficiada por incentivos governamentais, ajudando a construir, para parte da população, uma imagem positiva do regime.

A guerrilha armada existiu, mas foi rapidamente derrotada. A maioria de seus líderes foi morta ou presa. Relatórios como os da Comissão Nacional da Verdade (2014) confirmam que órgãos como o DOI-CODI utilizaram tortura sistemática — pau de arara, choques elétricos e afogamentos. Muitos dos responsáveis foram anistiados pela Lei de 1979.

A abertura política foi lenta e conduzida pelos próprios militares. O governo Geisel (1974–1979) iniciou a chamada “distensão”, temendo uma explosão social. Figueiredo (1979–1985) prometeu uma abertura “ampla, gradual e segura”. A campanha das Diretas Já, em 1984, foi derrotada no Congresso, mas enfraqueceu decisivamente o regime. O último presidente militar entregou o poder de forma negociada. Em 1985, José Sarney — civil, mas aliado do regime — assumiu após eleição indireta. Os militares saíram com as Forças Armadas intactas e influência política que persiste até hoje. A primeira eleição direta para presidente só ocorreria em 1989.

Na redemocratização, Tancredo Neves foi eleito indiretamente em 1985, mas faleceu antes da posse. José Sarney assumiu a Presidência. A Constituição de 1988 marcou a consolidação do processo democrático. Já em 1989, Fernando Collor de Mello venceu a primeira eleição presidencial direta após a ditadura, tornando-se o primeiro presidente eleito pelo voto popular desde 1960.


Lia Estevão - Jornalista

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A sociedade brasileira nos anos 1960 e 1970 - parte 1

Amigos, sempre rola aquela vontade de entrar nas discussões sobre política e geopolítica, né? O problema é que, muitas vezes, a gente se sente meio perdido — parece que todo mundo tá falando em "moda de viola", repetindo frases prontas da mídia ou das redes, sem ter acesso aos fatos históricos mais profundos. E aí, as discussões viram um verdadeiro "cada um por si": todo mundo defende a sua posição com unhas e dentes, e quase ninguém muda de ideia. Por quê? Porque falta uma base comum de informações.

Foi pensando nisso que decidi trazer um pouco mais de contexto histórico e dados concretos para cá. A idéia não é convencer ninguém a mudar de lado, mas sim dar um gás para que a gente possa formar opiniões mais sólidas e conversar com parentes, amigos e colegas de forma mais tranquila — sem aquela tensão de "agora vai virar briga".
Então, nos próximos posts, vou tentar mostrar mais dados, mais história, mais papo de verdade. 😊

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DÉCADAS DE 60 e 70

As décadas de 1960 e 1970 foram um dos períodos mais intensos e contraditórios da história brasileira recente. De um lado, o chamado “milagre econômico” trouxe crescimento, modernização e uma sensação de otimismo para parcelas da população; de outro, a Ditadura Militar (1964–1985) impôs censura, repressão e violência política como nunca se tinha visto. Era uma sociedade em rápida urbanização, cheia de energia cultural, mas profundamente dividida e marcada pelo medo.

O golpe de 1964 derrubou João Goulart e instalou os militares no poder com o discurso de combater o “perigo comunista”. Nos primeiros anos, muitos brasileiros — especialmente nas classes média e alta — apoiaram ou aceitaram o regime como mal necessário. A partir de 1968, porém, com o AI-5, o país mergulhou nos “anos de chumbo”: fechamento do Congresso, cassação de direitos políticos, censura prévia à imprensa, rádio e TV, tortura sistemática e desaparecimento de opositores. Quem criticava abertamente o governo podia sumir da noite pro dia.

A sociedade se rachou. De um lado, os que aplaudiam o regime (muitos militares, grande parte da classe média conservadora, empresários e setores da Igreja Católica). Do outro, uma oposição que ia de moderados a radicais: estudantes, intelectuais, artistas, operários, camponeses e parte do clero progressista. Surgiram guerrilhas urbanas (ALN, MR-8, VPR, PCBR) e rurais (como a Guerrilha do Araguaia), quase todas esmagadas com extrema violência. O movimento estudantil foi massacrado — a UNE foi colocada na ilegalidade e muitos líderes mortos ou exilados.

Apesar da repressão, a vida seguia. Nas grandes cidades, especialmente Rio e São Paulo, crescia uma classe média consumista que enchia os shoppings recém-inaugurados, comprava eletrodomésticos financiados e assistia à novela das oito. A TV Globo, aliada do regime, ajudava a criar a ilusão de normalidade. Mas todo mundo sabia dos limites: piada política em voz alta podia custar caro, livros eram proibidos, músicas censuradas (Chico Buarque e Gilberto Gil que o digam), peças de teatro eram cortadas na tesoura do censor.

Foi exatamente nesse caldo de repressão que explodiu uma das fases mais criativas da cultura brasileira:

  • Tropicália (Caetano, Gil, Os Mutantes, Tom Zé) misturava crítica política com experimentalismo.
  • MPB engajada (Geraldo Vandré, Edu Lobo, Chico Buarque) falava por metáforas.
  • Cinema Novo (Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”) chocava e denunciava.
  • Teatro do oprimido de Augusto Boal.
  • Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo, Wanderléa) representava o lado mais light e consumista da juventude.

 Ao mesmo tempo, o rock brasileiro começava a dar as caras (Raul Seixas, Rita Lee) e o soul/funk chegava com força nos bailes black do Rio e São Paulo.

Os anos 70 também marcaram o início da revolução sexual e de costumes no Brasil: pílula anticoncepcional, minissaia, cabelo grande nos homens, biquíni cada vez menor nas praias. A mulher começou a entrar em massa no mercado de trabalho e na universidade. O feminismo ainda era incipiente, mas já havia sinais de mudança.

Enfim, os anos 60 e 70 foram de modernização acelerada, criatividade cultural explosiva e, ao mesmo tempo, de medo, tortura e silêncio forçado.


Lia Estevão - Jornalista

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FORESTELLA: vício doce de um domingo qualquer

Depois de curtir a noite de sábado no São Carlos Clube — e seu já tradicional e imperdível Baile do Havaí, aquele desfile tropical de frutas, gente animada e, claro, Xanddy Harmonia espalhando alegria como quem joga confete no vento — resolvi dedicar meu domingo (dia 30) a outro tipo de espetáculo: mergulhar nos vídeos do grupo vocal sul-coreano FORESTELLA.

O quarteto — Bae Doo-hoon, Kang Hyung-ho, Cho Min-gyu e Ko Woo-rim — é um negócio sério. Sério mesmo. Quanto mais eu assisto, mais quero ver, mais quero ouvir… é aquele tipo de vício doce que a gente nem tenta combater. Tudo neles encanta: os rostos concentrados, os gestos que parecem coreografar o ar, os figurinos que nunca erram, e uma presença de palco que dá vontade de levantar e aplaudir a TV.

Ko Woo-rim 30 anos

As vozes? Um capítulo à parte. Cristalinas, afinadíssimas, tão bem costuradas que as quatro viram uma só. Não há ruído, não há tropeço, não há desafino — é como se eles respirassem música. Transitarem de Freddie Mercury a Lady Gaga parece, para eles, a mesma coisa que levantar da cama e ir tomar café. E ainda sobra repertório para as canções românticas, as clássicas, as modernas, aquelas que mexem com memórias que a gente nem lembrava mais que tinha.

E por falar em arrepio: amigos, ouçam Phantom of the Opera com o FORESTELLA. O arranjo é tão poderoso que a gente fica procurando onde esconder os pelos do braço que resolveram se levantar sozinhos. 

Os meninos alternam graves e agudos como quem troca segredos — com controle vocal absurdo, desses que fazem a gente ficar olhando para a tela em silêncio, tentando entender se aquilo é mesmo humano.

Eles quase não sorriem. E não precisam. O carisma deles está inteiro na entrega, na imersão, na história que cada letra carrega. E o público? Silêncio absoluto. É aquele respeito quase religioso, até o instante final, quando o teatro inteiro explode em aplausos e mãos em posição de oração, como quem agradece por ter testemunhado algo inacreditável. E é mesmo. Serão anjos? Ou deuses?

Kang Hyung-ho  37 anos

Aplaudo uma, duas, dez… um milhão de vezes esses rapazes que, desde 14 de março de 2018, com o álbum Evolution, decidiram buscar não apenas a perfeição vocal — mas o impossível. E alcançaram.

E se Freddie Mercury, Michael Jackson e tantos outros gigantes ainda estivessem entre nós, tenho certeza: estariam ali, na primeira fila de qualquer show do FORESTELLA. De pé. Batendo palmas. E enxugando lágrimas.

Lia Estevão - Jornalista

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Bae Doo - hoon 39 anos

Cho Ming- yu 34 anos


Amigos deste Blog... precisamos conversar


Amigos que passam por aqui — sim, vocês mesmos, esses rostinhos anônimos atrás das estatísticas — precisamos conversar.

Há mais de dez anos escrevo neste blog. Nesse tempo todo, conquistei… dez seguidores.
Isso mesmo: um seguidor por ano.
Um rendimento mais lento que juros de poupança.

E perguntas? Olha… umas cinco, se muito.

Mas aí vem a mudança inesperada (plot twist): mais de 220 mil visualizações. Ou seja, vocês passam, olham, leem… e somem feito quem vê um ex no corredor do supermercado.

E eu aqui, tentando adivinhar quem são, o que gostam de ler e se estão rindo das minhas histórias ou apenas esperando o próximo texto.

Confesso: queria muito manter contato com vocês. Nem que fosse para dizer “Oi, Lia, tô aqui”.
Mas escrever exige coragem — e perguntar, então? É esporte radical.

Será que estou errando na comunicação?
Nas pautas?
Na  frequência?
Na divulgação?

Não sei. Mas sei que não estou satisfeita e quero melhorar.

Então, se você é um desses visitantes silenciosos que sempre aparece por aqui… me dá uma luz? Uma dica? Um sinal de vida?
Prometo não morder. No máximo, agradecer.



Responda Aqui Mesmo nos Comentários

Duas perguntinhas rápidas, para me ajudar a entender você melhor:

1. O que você gostaria de ver mais por aqui?

(Escreva o número da sua escolha nos comentários.)

1 — Crônicas do cotidiano
2 — Textos bem-humorados
3 — Histórias pessoais
4 — Reflexões mais profundas
5 — Surpresas (deixa por minha conta!)


2. Você lê o Blog da Lia há quanto tempo?

(Também é só escrever o número.)

1 — Primeira vez hoje
2 — Alguns meses
3 — Anos!
4 — Lia, sou praticamente sócio!


Obrigada por estar aqui.
Mesmo em silêncio, você faz companhia.


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Procrastinar: a arte de adiar até o que a gente quer fazer

Tem dias emque eu acordo com a firme decisão de colocar a vida em ordem. Vou resolver tudo! Pagar contas, responder mensagens, organizar papéis, começar aquela dieta que já virou lenda urbana. Aí tomo um café, abro o celular pra “dar só uma olhadinha”... e pronto. Três horas depois, estou lendo sobre a vida amorosa dos pinguins.

Pois é, amigas, procrastinar é isso aí: adiar o que precisa ser feito, mesmo sabendo que o arrependimento já está ali, na esquina, esperando pra nos dar bronca.

Mas calma: não é preguiça (ou, pelo menos, não só). É quase um mecanismo de defesa. O cérebro entende que uma tarefa vai dar trabalho, causar tédio ou ansiedade — e, como todo bom amigo, tenta nos proteger. Só que a proteção dele vem em forma de distração. “Vai assistir uma série, depois você faz.” E o depois, claro, nunca chega.

O problema é quando essa “pausa estratégica” vira rotina. A gente entra num estado de moleza tão refinado que nem chocolate, banho quente ou cochilo resolvem. É como se o corpo pedisse férias e a cabeça fizesse greve.

Quer saber se você está nesse time? Vamos lá:
– O despertador toca e você negocia: “só mais dois minutinhos”. Spoiler: nunca são dois.
– Você abre o computador pra trabalhar e, misteriosamente, acaba organizando pastas, escolhendo fotos ou pesquisando receitas que não vai fazer.
– E quando percebe... o dia acabou e você está exausta — de tanto não fazer o que precisava.

A boa notícia é que procrastinar não é um defeito de caráter. É um problema de regulação emocional. A gente evita o mal-estar de uma tarefa difícil buscando pequenos prazeres imediatos. O cérebro só quer paz — mesmo que à custa da nossa agenda, do prazo e da consciência.

Mas há saídas, juro. Algumas funcionam de verdade:
Divida as tarefas grandes em partes menores (ninguém escala o Everest de uma vez).
Estabeleça metas realistas e comemore cada passinho.
Descubra o porquê dos adiamentos — medo, perfeccionismo, cansaço?
E crie um ambiente sem distrações. (Sim, esconder o celular por uma hora pode salvar sua produtividade e sua sanidade.)

Ah, e se você for do tipo fleumático — calmo, tranquilo, pacífico — já te aviso: esse temperamento carrega um gene da procrastinação. O lema é “faço sim, mas com calma”. O problema é que a calma, às vezes, vem acompanhada de um atraso básico de três dias.

No fim das contas, procrastinar é humano. Mas deixar de viver por causa disso é um desperdício. Então, minha amiga, bora fazer aquele telefonema, escrever aquele texto, começar aquele projeto que está no “depois eu vejo” há semanas.

E se for pra adiar alguma coisa, que seja a culpa. Essa sim, não leva a nada. 


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A vida com enxaqueca (ou: quando a cabeça resolve fazer greve)


Quem tem enxaqueca sabe: não é “só uma dor de cabeça”. É um drama completo — com luz demais, barulho demais e, às vezes, vontade de morar dentro de um travesseiro.

A enxaqueca é uma daquelas criaturas misteriosas, influenciada por mil fatores. Mas, calma: dá pra melhorar (ou pelo menos fazer um acordo de paz com ela).

Estresse: é um dos grandes vilões. Se der pra trocar o surto por uma meditação ou uma boa risada, o corpo agradece. Yoga, respiração profunda, caminhada leve... tudo ajuda.

Água, muita água: parece bobo, mas a desidratação é um gatilho clássico. Copo d’água sempre por perto, combinado?

Comida: o prato também pode ser traidor. Queijos envelhecidos, vinho, chocolate (sim, dói no coração), alimentos processados e cafeína em excesso são suspeitos frequentes. O segredo é observar o que desperta o “monstro”.

Sono: dormir bem é o melhor remédio que ainda não vem em comprimido. Tente manter horários regulares — a cabeça gosta de rotina.

Tratamento: hoje há várias opções — medicamentos, acupuntura, terapias alternativas. O importante é conversar com um médico e descobrir o que funciona pra você (sem se automedicar, hein?).

Cada pessoa tem seus próprios gatilhos e sintomas: dor latejante, náusea, sensibilidade à luz, som e até cheiro. Ou seja, o que é inofensivo pra um, pode ser bomba-relógio pra outro.

A boa notícia? Dá pra viver bem com enxaqueca. Ela até pode aparecer de vez em quando — mas quem manda na cabeça, no fim das contas, é você.

Beijo, queridas

Visão geral criada por IA
As quatro fases da enxaqueca são: pródromo, aura, cefaleia (dor de cabeça) e pósdromoNem todas as pessoas vivenciam todas as fases, mas elas ocorrem em sequência, com sintomas que variam de alterações sutis de humor antes da dor, passando por distúrbios sensoriais (como visuais) e pela dor pulsátil e intensa, até a exaustão após a crise. 
1. Fase Premonitória (Pródromo)
  • Quando ocorre: Horas ou até dias antes da crise. 
  • Sintomas:
    • Fadiga, bocejos frequentes 
    • Alterações de humor (irritabilidade, tristeza, euforia) 
    • Desejos alimentares específicos (como doces) 
    • Dificuldade de concentração, rigidez no pescoço 
    • Constipação ou aumento da sede e frequência urinária 
2. Fase da Aura
  • Quando ocorre: Geralmente precede a dor de cabeça, durando de 5 a 60 minutos. 
  • Sintomas: São distúrbios neurológicos transitórios. 
    • Visual: Pontos cegos, pontos pretos, flashes ou cintilações de luz, visão embaçada, zigue-zagues 
    • Sensorial: Formigamento no rosto, nas mãos ou em outras partes do corpo 
    • Motor: Dificuldade para falar ou entender palavras, ou fraqueza em um lado do corpo (em casos mais raros) 
3. Fase da Cefaleia (Dor de Cabeça)
  • Quando ocorre: É a fase mais intensa, que dura de 4 a 72 horas. 
  • Sintomas:
    • Dor pulsante, geralmente em um lado da cabeça 
    • Sensibilidade extrema a luz (fotofobia), som (fonofobia) e cheiros (osmofobia) 
    • Náuseas e vômitos 
4. Fase de Resolução (Pósdromo) 
  • Quando ocorre: Pode durar de 24 a 48 horas após a dor de cabeça cessar. 
  • Sintomas: Semelhantes aos do pródromo, como: 
    • Fadiga extrema 
    • Dificuldade de concentração 
    • Sensação de cabeça pesada