Nas redes sociais, o tribunal funciona 24 horas por dia. Não importa se é X, Instagram ou Facebook. O clima não é de debate; é de vigilância. Cada manchete vira prova. Cada silêncio vira indício.
O Digital News Report 2025, do Reuters Institute for the Study of Journalism, mostra que apenas 42% dos brasileiros que usam internet dizem confiar nas notícias. É o pior índice em mais de uma década. Não é só um número. É um sintoma.
A polarização política, a avalanche de informações e a sensação de que tudo pode ser manipulado — inclusive por inteligência artificial — criaram um ambiente em que a dúvida virou reflexo automático. Antes de ler, desconfia-se. Antes de entender, rotula-se.
O jornalista virou personagem de uma narrativa curiosa: para uns, é militante disfarçado; para outros, é cúmplice silencioso. Se critica, é ativista. Se pondera, é vendido. Se erra, confirma todas as suspeitas.
Enquanto isso, nas redações (ou no que restou delas), o profissional virou um híbrido improvável: repórter, editor, produtor de vídeo, estrategista digital e moderador de comentários raivosos. Trabalha mais, aparece mais e, paradoxalmente, é menos acreditado.
Há, sim, excelentes profissionais. Há rigor, checagem e responsabilidade. Mas o público parece exausto — e migra para quem confirma suas certezas com mais convicção do que nuance.
A influência digital hoje não depende apenas de credibilidade institucional. Ela passa por alcance, engajamento e identificação ideológica. E isso muda o jogo.
Talvez o problema não seja apenas o jornalismo. Talvez seja a nossa dificuldade coletiva de conviver com complexidade.
A pergunta que permanece é desconfortável: ainda queremos informação — ou apenas confirmação?
E mais: confiança se reconstrói ou, uma vez quebrada, vira peça de museu?
Pedidos e informações pelo WhatsApp: (16) 99165-4497
==========================================================================
Entre os nomes que mais repercutem nas redes (considerando relatórios do Reuters Institute e rankings como iBest, Favikon e Zeeng), destacam-se:
Alcance e viralização nas redes:
Alexandre Garcia
Luís Ernesto Lacombe
Leo Dias
Augusto Nunes
Kim Paim
Âncoras tradicionais com forte presença digital:
William Bonner
César Tralli
Andréia Sadi
Luiz Bacci
Perfis fora da curva, mas com audiência fiel:
Cláudio Dantas
Ana Paula Henkel
Esses nomes movimentam o debate — cada um à sua maneira — e mostram que influência hoje passa tanto pela credibilidade construída quanto pela capacidade de engajamento.








.png)



lili.png)
.jpg)











.jpeg)
.jpeg)