quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Decisão no Campeonato Brasileiro Feminino A1

Pois é, meus amigos. Este fim de semana será muito especial para o futebol feminino. Depois da vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Corinthians no primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino A1, o cenário mudou completamente. Se, até então, o Corinthians — campeão nos últimos seis anos — parecia caminhar novamente como grande favorito ao título, agora a história é outra. A vantagem não existe mais. A taça está em aberto.

O jogo de volta será neste sábado, 3 de outubro, às 16h30, no Morumbis. Com a vitória no primeiro confronto, o São Paulo joga pelo empate. Para o Corinthians conquistar o octacampeonato, terá de vencer por dois gols de diferença. Se ganhar por apenas um, a decisão vai para os pênaltis.

Já sob o comando de Thiago Viana, o São Paulo chega à decisão com uma defesa muito consistente no mata-mata. É um daqueles pequenos detalhes que podem fazer uma enorme diferença quando a bola começar a rolar e cada minuto valer ouro.

E parece que a torcida comprou a ideia. Mais de 30 mil ingressos já foram vendidos e a expectativa é de Morumbis lotado. Tomara!

Porque, amigos, o que importa é encher o estádio.

Já passou da hora de deixarmos de olhar para o futebol feminino como se fosse apenas um parente distante do futebol masculino. As meninas jogam bola — e jogam muito bem. Quem assiste às partidas encontra velocidade, técnica, bons passes, marcação forte, dribles, jogadas trabalhadas e muita emoção. A bola corre de pé em pé, as equipes disputam cada espaço do gramado e, muitas vezes, parece que estamos assistindo a uma partida de xadrez jogada em alta velocidade.

É um espetáculo.

Claro, sei que o Corinthians continua sendo uma das grandes forças do futebol feminino brasileiro, liderando o ranking nacional da CBF e colecionando títulos importantes. E que no cenário internacional, o Barcelona aparece entre as grandes potências da modalidade.

Mas, neste sábado, tudo isso fica um pouco de lado. Ranking, tradição e retrospecto não entram em campo. Entram 11 de cada lado, uma bola e uma taça esperando por alguém.

E temos ainda outro motivo para olhar com esperança para o futuro: em 2027, o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina.

Meu desejo é que, até lá, nossas arquibancadas estejam cada vez mais cheias, que a imprensa dê mais espaço à modalidade, que os patrocinadores continuem chegando e que o público descubra — ou redescubra — o prazer de assistir a essas incríveis jogadoras.

Sim, elas já fazem a parte delas dentro de campo. Agora é a nossa vez.

Que o Morumbis fique lotado. Que a torcida faça barulho. Para que o futebol feminino continue crescendo e conquistando seu espaço.

No mais, que São Paulo e Corinthians nos ofereçam uma grande final. Afinal, quando a bola rola, o futebol não tem gênero. 

Tem emoção.


Foto: Laura Rincón

Lia Estevao - jornalista

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