O jogo de volta será neste sábado, 3 de outubro, às 16h30, no Morumbis. Com a vitória no primeiro confronto, o São Paulo joga pelo empate. Para o Corinthians conquistar o octacampeonato, terá de vencer por dois gols de diferença. Se ganhar por apenas um, a decisão vai para os pênaltis.
Já sob o comando de Thiago Viana, o São Paulo chega à decisão com uma defesa muito consistente no mata-mata. É um daqueles pequenos detalhes que podem fazer uma enorme diferença quando a bola começar a rolar e cada minuto valer ouro.
E parece que a torcida comprou a ideia. Mais de 30 mil ingressos já foram vendidos e a expectativa é de Morumbis lotado. Tomara!
Porque, amigos, o que importa é encher o estádio.
Já passou da hora de deixarmos de olhar para o futebol feminino como se fosse apenas um parente distante do futebol masculino. As meninas jogam bola — e jogam muito bem. Quem assiste às partidas encontra velocidade, técnica, bons passes, marcação forte, dribles, jogadas trabalhadas e muita emoção. A bola corre de pé em pé, as equipes disputam cada espaço do gramado e, muitas vezes, parece que estamos assistindo a uma partida de xadrez jogada em alta velocidade.
É um espetáculo.
Claro, sei que o Corinthians continua sendo uma das grandes forças do futebol feminino brasileiro, liderando o ranking nacional da CBF e colecionando títulos importantes. E que no cenário internacional, o Barcelona aparece entre as grandes potências da modalidade.
Mas, neste sábado, tudo isso fica um pouco de lado. Ranking, tradição e retrospecto não entram em campo. Entram 11 de cada lado, uma bola e uma taça esperando por alguém.
E temos ainda outro motivo para olhar com esperança para o futuro: em 2027, o Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina.
Meu desejo é que, até lá, nossas arquibancadas estejam cada vez mais cheias, que a imprensa dê mais espaço à modalidade, que os patrocinadores continuem chegando e que o público descubra — ou redescubra — o prazer de assistir a essas incríveis jogadoras.
Sim, elas já fazem a parte delas dentro de campo. Agora é a nossa vez.
Que o Morumbis fique lotado. Que a torcida faça barulho. Para que o futebol feminino continue crescendo e conquistando seu espaço.
No mais, que São Paulo e Corinthians nos ofereçam uma grande final. Afinal, quando a bola rola, o futebol não tem gênero.
Tem emoção.
Foto: Laura Rincón
Lia Estevao - jornalista
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