2 CELLOS - Hauser e Luka: fantásticos, insanos, magníficos!

Stjepan Hauser
 Posso afirmar que o violoncelo me era indiferente. Grande,   desajeitado, até difícil de manejar. Sempre o considerei um   coadjuvante nas orquestras, e nunca prestei muita atenção aos sons   que emitia. Até o nome desse instrumento demorei a memorizar. Um   dia, durante a pandemia, buscando conforto e aceitação do caos no   mundo, conheci o músico Stjepan Hauser no You Tube. No cenário   extraordinário das muralhas de Dubrovnik, Croácia, ele parecia   flutuar em notas musicais. Descalço, e com as emoções estampadas   no rosto, dominava seu violoncelo com tranquilidade e maestria.   Impossível não se encantar. querer ouvir e ver mais e mais. Encontrei   Hauser em inúmeras cidades européias, em paisagens tão   extraordinárias quanto as músicas que executa à perfeiçao. Também   encontrei Hauser no show 2CELLOS, ao lado do amigo Luka Sulic,   se apresentando ao mundo.   

  Ainda não compreendo o que nos encanta em determinadas pessoas.   O que nos faz gostar com paixão.  O estilo? O jeito de olhar? Como   se  expressa? Cada um deve ter, no inconsciente, seus porquês. Os meus é que sou verdadeiramente apaixonada pela doçura e gentileza que algumas pessoas emanam ao  redor, sem nenhum esforço ou planejamento prévio. Com os olhos, com os gestos, com as palavras.  Elas, essas pessoas, transcendem emoções profundas, que só habitam almas privilegiadas, e nos dominam com tanta energia que ficamos simplesmente presos a esse encantamento, sabe-se lá por 

quanto tempo. Hallelujah!

Luka Sulic

  Hauser é assim. Quando aproxima o violoncelo ao      corpo, e se entrelaçam, fica difícil distinguir quem é    quem nos acordes vigorosos e emotivos. Nos           palcos, Hauser cria um universo próprio, seu, e nele   a gente mergulha, e dele fica difícil sair. O show   atual, ao lado de outro excepcional violoncelista,   Luka, traduz perfeitamente o que digo.

 A entrega é plena. A música, ora melodiosa, ora   alucinante, reflete a paixão de Hauser e Luka.   Acaricia a alma. Os corações presentes se enchem de   alegria. Não há pausas. Prazer e dor se alternam.   quando o limite é   alcançado. Chega-se à exaustão.   Sim, eles são absolutos. Insanos. Magnificos! 

 Abraço a todas (os)  👍💓💚

Luka no palco 

Hauser em seu mundo


Hauser e os cenários incríveis

Camisetas by Lia Estevão - Pedidos por Whatsapp

 Vocè gosta de ler?

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Meu pet e meus livros
Moça lendo jornal





Moça na cabine



Valorização, respeito e apoio. É tudo o que nossas jogadoras precisam

 Há tempos não escrevo sobre o futebol   feminino no Brasil. Desinteresse? Jamais. Desilusão? Talvez.

 Depois da trajetória impecável,   brilhante, do Red Bull Bragantino em   2021, campeão da série A2, e com   direito ao acesso para a primeira   divisão do Brasileirão Feminino, eu tive   um período de encantamento e de muita  esperança na evolução desse esporte tão  renegado às mulheres. Verdade é que nunca se falou tanto em futebol feminino, sua evolução e crescimento. Os jogos eram lindos de ver e os estádios quase sempre cheios indicavam, finalmente, um futuro promissor nesse universo dominado por homens, preconceituoso e machista.  

O time das bragantinas, e muitos outros por todo o país, fazia grandes espetáculos, jogando um futebol técnico, vertical, ofensivo, entrosado, e que davam prazer em acompanhar. Havia público e parte da grande mídia se fazia presente. Parecia que as garotas, finalmente, tinham encontrado seu espaço para brilhar, ao lado dos homens, e mostrar ao Brasil como o futebol feminino evolue.

Mas, o papel que a nossa sociedade ainda designa para as mulheres é secundário, nunca de protagonismo. Quando o campeonato brasileiro termina, parece que tudo se "normaliza": muito preconceito, pouco reconhecimento, nenhum investimento. Até quando?

Voltemos a Bragança Paulista e ao início do Brasileirão Feminino A1, em março de 2022. Do nada, penso eu, um "apagão" tomou conta das atletas. As mesmas que deram show no ano anterior. Agora, elas parecem dominadas pelo cansaço, pela desatenção, e até pela falta de comprometimento com a equipe.  Além de uma incrível falta de sorte, ou de pontaria, ou de treinamento. Como se o encantamento por estar onde querem, e merecem, tivesse desaparecido. Então, o totalmente inesperado aconteceu: 7 jogos, 6 derrotas, 1 empate. Campanha até agora terrivel.

Não querendo justificar mas, a verdade é que as mulheres sempre tiveram que conquistar espaço em cenários dominados por homens. Difícil. E no futebol, em particular, só mostrar talento é insuficiente porque, eles continuam dizendo, "futebol é coisa para homem". Será que esse apagão pode estar ocorrendo simplesmente por falta de incentivo, e de um apoio maior, da diretoria do clube? Será que elas recebem os mesmos cuidados do time masculino? Impossível mesmo é que as meninas, como mágica, tornaram-se atletas sem técnica e descompromissadas. Garanto que não.

De acordo com pesquisa feita pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol, com a participação de 3.600 jogadoras, metade das atletas sequer recebe salário para jogar nos clubes. Elas conciliam o sonho de serem profissionais com outros empregos, para o próprio sustento. Claro que não é o caso do Red Bull Bragantino mas, quantas delas já não passaram por essa dificuldade até chegarem ao time de Bragança?  Realizaram um sonho e foram campeãs. Ficaram mais visíveis e  acreditaram numa nova realidade, mais promissora. Essa realidade se concretizou?

Em comparação com os homens, há extrema desigualdade em todos os setores do ambiente futebolístico: falta valorização financeira, visibilidade, reconhecimento e os investimentos e patrocinios sempre são destinados aos times masculinos. 

As mulheres ainda são vistas como um ser frágil, dependente, e são raras as oportunidades de provar o contrário, sendo lembradas não por seu desempenho mas por sua beleza e sensualidade. A mídia, por exemplo, não dá a mesma importância à atleta feminina como dá ao masculino e, quando abre uma exceção, a pauta principal geralmente é a beleza da mulher, o corpo, a sexualidade, e nunca o esporte em si. As exceções, lamento, ainda são pontuais.

Não existe valorização, respeito, apoio. Enquanto a mentalidade da sociedade não mudar, as mulheres sempre terão dificuldade em conquistar espaço, e permanecer nele. Pode estar nesse isolamento social o motivo maior do apagão bragantino.

"Não é a identidade feminina que requer reconhecimento, mas sim a condição das mulheres como parceiras plenas na interação social" (FRASER, 2000).

Abraço a todas

👍👍👍💁💁💁




Bom dia meus amigos, 

Não é de hoje que a gente sabe que uma das maneiras mais eficazes e explícitas de mostrar nossa personalidade e identidade é pelo visual. As roupas, além de nos cobrir, também mostram ao mundo quem realmente somos, principalmente quando falamos no uso de camisetas femininas. Geralmente, elas falam por nós. Quem ama ler, e adora cães e gatos como eu, vai se apaixonar por esta estampa. Clic no link da minha Bio e escolha a sua estampa preferida. Encomendas por Whatsapp.

Proximo pedido: 25 de abril

Frida Kahio: transformou sua dor em obras incríveis

Frida Kahlo (1907-1954) foi uma pintora mexicana, conhecida mundialmente por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias.

Mas não só por isso.  Ela foi muito além. Extremamente forte, e singular, Frida se inspirou nos próprios desafios e sofrimentos, ao longo da vida, para criar suas brilhantes obras de arte. Ela adorava quebrar as regras, tanto em sua arte quanto em sua vida.

Filha de pai alemão e mãe espanhola desde pequena teve uma saúde debilitada. Com seis anos contraiu poliomielite que lhe deixou uma sequela no pé. Com 18 anos, sofreu um grave acidente de ônibus que a deixou um longo período no hospital. Apesar de deprimida e incapacitada de andar, Frida começou a pintar sua imagem com um espelho pendurado na sua frente e um cavalete adaptado para que pudesse pintar deitada. E sempre dizia: "Nunca pintei sonhos e sim minha própria realidade”.

Inspirada pela cultura popular do México, empregou um estilo de 
arte popular naïf para explorar questões de identidade, pós-colonialismogéneroclasse, e raça na sociedade mexicana. Os interesses de Kahlo na política e na arte levaram-na a aderir ao Partido Comunista Mexicano em 1927, onde conheceu o seu colega artista mexicano Diego Rivera. Casaram em 1929.

O trabalho de Kahlo como artista permaneceu relativamente desconhecido até finais dos anos 70, quando foi redescoberto por historiadores de arte e ativistas políticos. No início dos anos 90, ela tinha-se tornado não só uma figura reconhecida na história da arte, mas também considerada como um ícone para o Movimento Chicano, o movimento feminista e o movimento LGBTQ+. O trabalho de Kahlo tem sido celebrado internacionalmente como emblemático das tradições nacionais e indígenas mexicanas e por feministas. 

Frida fumava, praticava boxe, ganhava desafios de tequila contra homens e vestiu-se como um homem num retrato de família. Ela também sempre se recusou a alterar seus traços “masculinos”, incluindo o bigode exagerado. Sua monocelha se tornou icônica. Se você a viu uma vez, nunca vai confundi-la com mais ninguém.

Frida não pedia desculpas por suas escolhas sexuais, teve teve vários casos com homens e mulheres durante todo o seu casamento com Diego Rivera, um comportamento ousado para seu tempo.

Na arte, ela também se desviou da representação tradicional da beleza feminina, e optou por pintar experiências cruas e honestas que tantas mulheres enfrentam. Seu assunto incluía aborto, aborto espontâneo, parto e amamentação, entre outras coisas, muitas vezes visto como tabu e como muitas experiências femininas totalmente ignoradas. Ela transformou sua dor em paixão na tela. Embora sempre haja uma sensação de desespero e sofrimento em seus autorretratos, seu olhar permanece desafiador e feroz.

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Grande abraço a todos e, se possível, me sigam aqui e no Instagram.

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Oi pessoal, 

Eu penso que meus amigos estão esperando algo mágico, não é? Bem...só depende do olhar de vocês.

Dia destes acordei e, de repente, me senti tipo de alma e mente embotadas, sem noção do que fazer. Perdidinha. Na verdade, estava tão livre de compromissos que podia fazer exatamente tudo.  E esse era o problema. Tudo é mesmo que nada. 😞

Imersa num imenso buraco, que cultivei durante a pandemia da Covid,  no isolamento, afastada de tudo e de quase todos, acreditava estar em paz, maravilhosa. Tranquilinho. Mas não estava. A falta de um trabalho mais produtivo, de envolvimento com outras pessoas, só fez aprofundar  sentimentos e sensações ruins. Fiquei vulnerável às agruras contemporâneas. Não queria mais isso. 

Muitas idéias então foram surgindo. Boas. Más. Impossíveis. Não vou contar aqui para não me alongar. O fato é que voltei a escrever no blog, a fazer fotolivros, e a criar revistas digitais. 

Só que continuava isolada. Sem perspectivas. Foi então que veio a idéia de vender camisetas on line, diferentes, com estampas culturais e divertidas, e sob encomenda. Uma atividade, que se bem sucedida, me dará a oportunidade de atualização sobre o universo da moda (que amo), e de dar dicas para facilitar a produção de visuais no dia a dia. Aqueles que vão do trabalho ao happy hour. E que fazem sucesso nos finais de semana.

Sabe aquela peça coringa, que não liga para a faixa etária de ninguém, que combina com tudo, e sempre te deixa charmosa? É essa que ofereço. Vocês escolhem os modelos no catálogo, que está no Instagram e Facebook, e fazem a encomenda no particular ou no meu Whatsapp. Simples assim.

Quanto ao catálogo/revista digital...é o que sei fazer. Ela será personalizada e, todos os meses, trará novas estampas e modelos de camisetas. Quero interagir com todas vocês e, por isso, aceito sugestões. 

Por favor, meus amigos, escolham suas peças e, sempre que possível, curtam todas as postagens. Também adoraria receber fotos de vocês usando as peças. Publico as de quem permitir. 

E assim a vida segue

 👍💓🙏




Montar Presépios e Árvores de Natal

Eu adoro montar presépios. Claro que as árvores de Natal têm seus encantos mas...um presépio é mágico e nos conta histórias incríveis de épocas distantes.


O presépio com seus personagens, e cada detalhe exposto, nos contam sobre o amor e o ódio existentes há mais de 2 mil anos no mundo. E os livros de História traduzem os acontecimentos passados para analisar, refletir, e aprender no presente. É assim que funciona. Exemplo: no dia em que Maria engravidou de José tem início uma das narrativas mais instigantes dos tempos antigos. 

Roma em declínio, ainda era o centro do mundo, um império poderoso e sanguinário, e que adorava vários deuses. Com o crescimento do cristianismo (um só Deus), e o agravamento de outros conflitos (políticos, sociais e econômicos), o império passou a ter dificuldades em manter seu domínio. 

Muitas guerras e matanças depois (lembram que o rei Herodes mandou matar todas as criancinhas judias?), a Estrela de Belém revelou o nascimento de Jesus aos Reis Magos, e os encaminhou a Belém para homenagear o menino que acabara de nascer.

Sempre coloco os reis em destaque no presépio, bem ao lado de Maria e José. Burro, boi, e ovelhas, testemunhas do nascimento, ficam rodeando a manjedora carinhosamente. Já o galo, que cocoricou para avisar que "Ele" chegara, está no alto, em posição privilegiada. Para deixar o pequeno Jesus bem quentinho, palha forra o berço e cobre todo o chão. A cena é iluminada com anjos (que adoro) e estrelas brilhantes e coloridas, para chamar os pastores. Fica realmente lindo, e com uma bela mensagem de paz.

Montar um presépio, creio eu, é tarefa bem mais prazerosa e educativa do que pendurar bolinhas, que nada representam, num pinheiro qualquer. Meu presépio nunca é triste, nem impessoal, e sempre reflete esperança e amor. A esperança que necessitamos, e o amor que carecemos, neste período marcado por violência, ódio, corrupção, preconceito.

Feliz Natal!



Vamos ser melhores como seres humanos?


Que valores precisamos ter como princípios para contribuir com o bem estar da sociedade?  Se realmente quisermos um mundo melhor, todos nós precisamos ter responsabilidade social e 
respeito à natureza.
 
Viver na Terra nem sempre foi fácil para a maioria dos seres humanos. Ao contrário. São infinitos os conflitos que precisam ser superados para garantir nossa sobrevivência. Mas agora pergunto: quem em tempos passados  poderia prever que, um dia, nós estaríamos vivendo como personagens principais, ou coadjuvantes, de um filme de ficção científica, trágico e sombrio, semelhante aos que nos divertem e até aterrorizam nas horas de lazer? Ninguém mesmo. Só que o inacreditável aconteceu.

Num dia de março, de 2020, acordamos com a notícia de que um vírus se espalhava pelo mundo. Contagioso e mortal. E cá estamos nós, já quase ao final de 2021, em meio a uma terrível Pandemia e ainda incrédulos sobre a dolorosa realidade que se abateu sobre o mundo. Teve isolamento, fechamento de escolas, cidades e países, parada total nas aglomerações, e muita solidão. Mas, minhas amigas, nem com tanta tragédia, tanto sofrimento, tanta agonia, o ser humano tomou vergonha na cara. 

Passamos meses distantes de quem amamos. Pior. Passamos  assistindo ao falecimento de familiares, amigos e conhecidos, mesmo com os cuidados de higienizar tudo ao redor, e de jamais sair às ruas sem máscara e sem colocar álcool gel nas mãos. Apenas no Brasil,  hoje estamos com mais de 600 mil mortes , e de mais de 22 milhões de infectados. 
Agora, já com diversas vacinas preventivas combatendo o coronavírus, médicos e cientistas correm em busca da cura definitiva. Que o descaso e a corrupção não os atrapalhem. Nem as vaidades. Quem sabe, um dia, não possamos ser melhores humanos?  

Abraço forte. Cuidem-se!

Sueli Lovato (artesã): A paixão por juntar pedacinhos - por Lia Estevão

A paixão por juntar pedacinhos de vários materiais para, depois, usar de sua criatividade para compor um objeto de decoraçao harmonioso, coerente, e lindo de se apreciar. transformou a vida da paulista Sueli Lovato. Fácil assim: poucos meses após concluir que amava colecionar "essas tranqueirinhas" inúteis e transformá-las em arte, ela simplesmente abandonou a profissão de advogada para tornar-se uma expert em trabalhos manuais. Uma artesã, "com muito orgulho".

       O artesanato entrou fácil, e rápido, na vida de Sueli. Um dia, quando percebeu, já dedicava todo seu tempo para dar conta das encomendas. Primeiro da família. Depois dos amigos, da vizinhança, do mundo. E adorou sua nova profissão.

“O início não foi tão fácil assim”, confessa sorrindo. “Comecei com um hobby, pintando em tela. Mas como sempre fui perfeccionista em tudo na vida, e para não errar, passei a observar a natureza com outros olhos, querendo captar o perto, o longe, o fundo, e tudo o que a tela exigia para compor paisagens reais”. 

E ela aprendeu. Passou a desenhar os elementos com perfeição e a criar telas perfeitas, de proporções exatas. Incansável na busca por novos conhecimentos e por técnicas diferenciadas, Sueli decidiu estudar mais profundamente sobre desenhos e proporções. "Não é fácil provocar um sentimento estético de equilíbrio nas obras", comenta.

Acontece que, pouco tempo depois, Sueli conheceu o Mosaico, uma arte milenar que remete à época Greco-romana. E se apaixonou. “Foi amor à primeira vista”, diz. Percebeu, então, que sua paixão em catar os tais pedacinhos de todos os materiais encontrados, apontou outro caminho para suas criações. E mais uma vez, a artesã mergulhou de cabeça na nova possibilidade. Voltou a estudar, estudar, estudar. "Quero peças diferentes, perfeitas", é seu lema profissional. O amor aos Mosaicos, que vem desde 2006, “será eterno, um casamento perfeito”, fala bastante animada, e para isso "jamais descuido das constantes atualizações". Resultados? Objetos maravilhosos, unindo qualidade a beleza.

Atualmente, com 55 anos e morando em Sorocaba, a artesã Sueli Lovato desenvolve mosaicos incríveis, utilizando os mais diversos materiais, como pastilhas, azulejos, pisos madeiras, ovos, PVC expandido, produtos Eco Art. Além dos mosaicos, ela faz pinturas, restaura, esculpe madeira, e tudo o que a gente pedir. “O artesanato é como luz que me dá vida”, costuma repetir.  "E as energias eu renovo pedalando por ai, apreciando a natureza. É tudo o que preciso", conclui.  



Brasil doente e com fome

O brasileiro normalizou a pandemia. Que tristeza!

Um ano (e alguns dias) após a OMS declarar o mundo em estado de pandemia, devido ao novo coronavírus, e de atingirmos a média de 3 mil mortes/dia no País, com um total de quase 350 mil óbitos no período, você olha para as pessoas nas proximidades e parece que tudo está normal. Só que não está. Ao contrário.

Os hospitais estão  lotados, falta oxigênio, medicação para entubar, anestésicos, alimento para os  necessitados, desemprego em alta, fome, e sabe-se lá mais o quê. Colapso. Caos. Drama.
Não tem como amenizar as dores de cada um.  Dia após dia, angústia e tristeza se acumulam, porque alguém é hospitalizado, ou morre, perto de nós: um parente, um amigo, um conhecido, uma pessoa pública.  E, sejamos honestos: que morte sofrida essa! ...Tanto para o corpo de quem vai como para a alma de quem fica.

Muitas vezes me pergunto quais motivos levam um percentual enorme da população, geralmente a mais abastada, a promover festas, viagens, e aglomerações em bares e restaurantes, nas calçadas, ignorando por completo as informações de médicos especialistas, os protocolos recomendados, os pedidos de isolamento, o uso contínuo de máscaras e álcool gel, o distanciamento. Mesmo sabendo que podem ser infectados e ter uma morte  dolorida, inclusive por asfixia. Mesmo sabendo das possibilidades reais de uma longa internação, seguida de graves sequelas. 

A verdade é que estamos cada vez mais dominados pelo egoísmo, pelo ódio, pelo obscurantismo. Por outro lado, jamais pensei que a Covid 19 fosse tão avassaladora e traiçoeira. Que se multiplica velozmente se a deixarmos "à vontade" e se colocarmos nossos corpos a sua disposição. Ela também faz questão de tornar evidente nossa falta de empatia. Nossa falta de preocupação pelo outro. Afinal, os números chegam a nós sem nomes, sem histórias. E nós apenas vamos somando... 1-10-100-1000-10.000-100.000... e vivendo normalmente bem mais do que é possível.     

O mundo, ao que parece, combate o novo coronavírus com um pouco mais de seriedade e... muitas vacinas. 
E nós, brasileiros, o que fazemos neste momento? 


Trágico: Em 6 de abril de 2021, o Brasil bateu um recorde trágico na pandemia, com 
4.195 mortes por covid registradas em 24 horas. 



Jogger: uma calça confortável, e charmosa, para curtir no isolamento

A moda é a armadura para sobreviver à realidade da vida cotidiana, Bill Cunningham. Quem diria, sr. Bill, que este seu conceito se adapta perfeitamente a estes tempos de pandemia, que nos exige ficar em casa, se quisermos sobreviver. 

Ou vocês pensam que nestes quase onze meses de isolamento eu realmente me preocupei com as tendências da moda? Afinal, para que saber dos lançamentos?  Para cozinhar? Limpar a casa? Brincar com o cachorro? Ou, quem sabe, para maratonar aquela série adocicada da Netflix?

Não, meus amigos. O que eu mais sonhei foi encontrar peças de roupas super confortáveis e aconchegantes, bonitinhas também, para me instalar no sofá e curtir boa leitura, música suave e um cineminha, sempre nos finais de tarde, ao lado de bolo e cappuccino. E se houver jogo de futebol interessante, muita pipoca e cerveja gelada. 

Foi então que redescobri a calça Jogger, a quem não dava importância nehuma. Aliás, nem tinha uma no guarda-roupa. Feita a descoberta, e depois de muito bem pensar, e aprovar, corri para a Internet e já pedi logo três peças, em três cores diferentes, com e sem bolsos, para me aconchegar "ao lar". Maior felicidade quando elas chegaram. Amados, experimentei todas, brinquei, dancei com todas, e fiz uns poucos exercícios. Não me lembro mas........acho que até adormeci com uma delas, a amarelinha. Bem gostosa!

Se alguma de vocês estiver perguntando o que é uma Jogger,  vou responder: esse modelo de calça, com punho nas barras, saiu direto do mundo dos esportes para o universo street, onde ganhou vários novos detalhes e tons diferenciados. O modelo é quase sempre o mesmo: mais larguinha na parte de cima, com um elástico na cintura e mais apertada no tornozelo. Geralmente, ela é usada com sapatilhas, rasteirinhas, e até sandálias de salto alto. Os mais jovens adoram. Eu também. 

Até fiquei sabendo que as apostas da vez flertam com tecidos nobres, além do básico moletom. Por exemplo, em um jantar ou balada mais sofisticada, o modelo de sarja, ou cetim, oferece atitude e ousadia em looks jovens e despretensiosos. Uma peça preta sempre confere requinte, principalmente se combinada a blusas ou camisas descoladas. Mas vamos deixar estas opções para depois do Covid 19, concordam?

Por enquanto, vamos investir sem medo nas mais básicas, em tecidos leves, poucos detalhes, e tons neutros. Eu gosto com bolsos. E vocês? Acreditem quando digo: qualquer pessoa pode usar a Jogger, desde que goste e se encaixe em seu estilo. Inclusive quem tem quadril largo. Para essas mulheres, aconselho modelos de cintura alta e um corte mais reto.

Lembro que, num passado remoto, quando escrevia sobre moda e comportamento no TodaModa do Shopping News, e em várias revistas da capital, costumava brincar que esse modelo parecia uma releitura, com design casual, de uma calça de pijama. E que jamais usaria. Pois é. Quem me dera, agora, poder sair por aí com uma Jogger fofíssima e confortável. Tomar um café com os amigos. Jantar fora com a família. Visitar as amigas em São Paulo. Ir ao teatro, ao cinema, ao show...  

Só que, por enquanto, é esperar que a vacinação em massa realmente aconteça em nosso país e nos liberte para viver com liberdade, quase como antigamente. Enquanto isso, vamos ao menos viver confortavelmente com nossa calça Jogger e, quando muito, dar aquela saidinha básica apenas se for necessário, como ir ao supermercado, à farmacia, à padaria...O resto fazemos depois. 

Vacina já!

Lia Estevão