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Além da cama: estratégias para combater a tristeza

Quantas vezes você leu ou ouviu sobre estratégias milagrosas, ou truques mirabolantes, para vencer a depressão e a tristeza que teimam em dificultar dias mais leves, e menos angustiantes, em sua vida? Incontáveis, não é? Então, agora, pergunto se você, após tantas informações e conselhos já acorda mais disposto, sorrindo, sem medo dos enfrentamentos diários e pleno de energia positiva? 

Amiga, a depressão é uma batalha interna infindável, e muitas vezes silenciosa, caracterizada por uma variedade de sintomas que vão além da tristeza persistente e da inércia. A falta de energia, mudanças de apetite, dificuldade de concentração, isolamento social, e descontrole emocional são apenas alguns dos indicadores dessa condição.

Só desejo salientar uma coisa: a criação de um círculo positivo contribui, e muito, para amenizar o isolamento que frequentemente acompanha a depressão. A presença constante de familiares e amigos, o estímulo para atividades sociais, e o oferecimento de ajuda prática, podem fazer uma grande diferença, principalmente em dias sombrios, quando o depressivo parece carregar o mundo nas costas, e se descontrola sem motivo. A verdade é que nem eles entendem a razão da névoa escurecida que os envolvem e sugam as energias. Da apatia avassaladora que os dominam. 

Por tudo isso, acredito ser correto afirmar que nada é mais estratégico, nenhum truque é mais eficaz, do que proporcionar ao indivíduo doente um ambiente de compreensão, paciência e amor. Parece fácil, mas não é mesmo. 

Viver ao lado de alguém que enfrenta a depressão, cujos sintomas variam  de pessoa para pessoa exige, com certeza, empatia em doses elevadas, muito apoio emocional, além da compreensão gigantesca do triste universo em que eles normalmente habitam.  



A depressão afeta não apenas o estado emocional, mas também

as atividades diárias e a percepção do mundo ao redor.


Amanhecer


  1. Dificuldade em Levantar-se

    • O despertar pode ser uma batalha, com a pessoa depressiva lutando para encontrar motivação para sair da cama.
  2. Sensação de Peso e Cansaço

    • Mesmo após uma noite de sono, a fadiga persiste, e cada movimento pode parecer uma tarefa árdua.
  3. Pensamentos Negativos

    • Logo ao acordar, pensamentos negativos e pessimistas podem invadir a mente, criando um ambiente mental pesado.

    • Ao Longo do Dia

  1. Isolamento Social

    • Mesmo se estiver em férias, a pessoa depressiva pode sentir uma inclinação para o isolamento, evitando interações sociais.
  2. Atividades Desafiadoras

    • Participar de atividades que normalmente trariam alegria pode parecer extremamente difícil e, por vezes, até impossível.
  3. Falta de Energia e Interesse

    • A falta de energia persiste ao longo do dia, e a pessoa pode achar difícil encontrar interesse em coisas que antes eram prazerosas.
  4. Culpa e Autoexigência

    • Mesmo em férias, a pessoa depressiva pode se sentir culpada por não aproveitar o tempo livre ou por não conseguir se envolver em atividades recreativas.
  5. Momentos de Tristeza Profunda

    • A tristeza profunda pode se fazer presente, muitas vezes sem razão aparente.
Envolva-se em Atividades Agradáveis
A depressão é uma condição tratável. Ao compreender os sintomas e adotar estratégias eficazes, podemos cultivar um ambiente propício para a resiliência e alegria. E sempre fazer atividades que normalmente trazem prazer, mesmo que a motivação seja baixa. Isso pode incluir hobbies, assistir a filmes favoritos, ouvir música ou ler um livro.


Lia Estevão
Jornalista e publicitária
Especialista na produção de fotolivros

e de albuns impressos
Whatsapp: (16) 9 9165-4497

A crescente sombra da depressão em nossas vidas

 

A depressão é como uma névoa densa que envolve nossa mente. Muitas vezes, amigos, até parece que uma nuvem sombria nos acompanha dia após dia, ano após ano. Nada faz sentido e os sintomas são debilitantes, devastadores, difíceis de verbalizar. 

Cada vez mais presente na vida de milhões de brasilleiros, a depressão é bem mais do que uma simples tristeza passageira. Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e desinteresse, interferem significativamente no dia a dia do indivíduo. Na verdade, trata-se de um transtorno mental grave que pode minar a qualidade de vida, as relações pessoais, e a capacidade de realizar tarefas diárias.

A pessoa com depressão pode experimentar uma série de sintomas que incluem a perda de apetite, sensação constante de cansaço, sentimentos de inutilidade, dificuldade de concentração. Parece mesmo que, de repente, a gente dá um megulho profundo em um poço de desespero. Não importa a idade, gênero ou origem social, ela pode afetar qualquer pessoa em qualquer momento da vida. 


Causas? Podem ser fatores genéticos, desequilíbrios químicos no cérebro, eventos traumáticos, estresse crônico, isolamento social, solidão urbana mesmo em meio a multidões, problemas de relacionamento, pressão por alcançar padrões inatingíveis de perfeição, e até a estigmatização associada à saude mental...  Sim, queridos, tudo isso contribui para a escalada desse transtorno depressivo. 

Pode-se encontrar a luz no fundo do tunel?

A boa notícia é que sim, pois a depressão é tratável. Embora a situação possa parecer desanimadora, a combinação de terapia psicológica e, em alguns casos, medicação. tem mostrado ser eficaz no gerenciamento dos sintomas. Primeiro importante passo: reconhecer a necessidade de ajuda de um profissional de saude mental qualificado. Por outro lado, é fundamental fortalecer as redes de apoio, famílias e amigos que, de fato, fazem uma grande diferença na jornada de recuperação, ao oferecerem  um ambiente seguro para expressar sentimentos e preocupações.

Muitas pessoas conseguem reconstruir suas vidas quando enfrentam a depressão com coragem, determinação e o desejo de um futuro mais produtivo e feliz. 


Lia Estevão

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por Whatsapp   

Criação e produção de Fotolivros

(16) 9.9165 - 4497)

Renovar a gavetinha da beleza

Hoje, amigos, acordei querendo voltar às origens. Isso mesmo, voltar a muitos anos atrás onde ser jornalista especializada em moda e beleza me fazia realmente feliz. Informar com conteúdo, em textos leves e bem humorados, sempre foi uma meta a ser alcançada. Digo mais: continua sendo. Um dia, é certo, chego lá. 

Como preciso renovar minha gavetinha de beleza e maquiagem, fica a dúvida: será que ainda existem diferenças entre a beleza de verão e a de inverno? Sou tentada a dizer que hoje em dia, não. Quebramos as regras, e o que importa é o equilíbrio. É importante lembrar, também, que a maquiagem é uma forma de expressão  pessoal, e as escolhas individuais podem variar amplamente.

Isso posto, aqui estão algumas diferenças gerais que podem ser observadas.

Durante o inverno, cores profundas e sobrias são mais usadas e a pele pode ter uma aparência mais pálida. Tons de vinho, roxo e marrom realçam lábios e olhos. Já no verão, cores mais vibrantes e quentes são melhores escolhas para um visual radiante. Tons de coral, rosa e laranja favocem o alto-astral e sempre iluminam  e rejuvenescem o rosto.

E quanto aos produtos para cuidar da pele? Bem, o inverno favorece a aplicação de cremes nutritivos mais intensos, para manter a cútis sem ressecamentos, principalmente se ela for seca. Hidratar sempre é essencial. Por outro lado, no verão a hidratação também é essencial e nada mais adequado do que optar por produtos leves e à prova d"água, visto que a transpiração é problema da maioria. O uso de primers matificantes  e produtos que controlem o brilho podem ser úteis.

Eu, por exemplo, depois de um bom hidratante matte, que não seja nadinha oleoso, adoro passar um filtro solar bege claro, de boa qualidade (daqueles que não ardem nos olhos), às vezes um pó ultrafino (detesto pele com brilho oleoso), e nada mais. Em qualquer estação do ano.   

O uso de protetor solar, importantíssimo e indispensável tanto no inverno como no verão, deve ser contínuo. Infelizmente, ele ainda não faz parte do cotidiano de muita gente, mesmo sendo comprovadamente fundamental para evitar envelhecimento precoce, queimaduras e, também, impedir o desenvolvimento do câncer de pele. Um produto que vai além da estética, pois afeta nossa saude.

Sabiam que a radiação UVA é responsável pelo bronzeamento que nos deixa mais belas, porém ele também é responsável pelo envelhecimento da pele? E a radiação UVB pode causar vermelhidão e queimaduras solares. O que você prefere? 

Minha dica de hoje:

protetor solar, já. 


Lia Estevão

Criação e execução de fotolivros

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Luna, como é prazeroso ver você crescer sorrindo e com saúde

 

Amigos próximos às incríveis montanhas suíças me contam que viram, no topo mais elevado, um brilho especial iluminando o amanhecer de nove de agosto de 2019. Respondi, entre divertida e bem humorada, que o brilho que eles viram era apenas o sol se divertindo para comemorar o quarto aniversário de minha sobrinha linda e encantadora, Luna Estevão Cardinale. Além do mais era, também, a luz que ela trouxe do universo para iluminar toda a nossa família. 

Verdade: desde que chegou a este mundo, com seus olhos curiosos, suas perninhas inquietas e risadas contagiantes. o amor e a esperança nos inundaram de luz e transformaram nossas vidas. Sim, amigos, Luna é capaz de mudar tudo ao redor e ainda aquecer, sozinha, os picos mais gelados dos Alpes. 

E como é bom ver você crescer com saúde, alegria e muito carinho. Quatro anos de amor. Até ontem, vocè era o nosso bebê e, agora, é essa criança linda, esperta e gentil, amorosa e aventureira. Foram quatro anos cheios de felicidade e de momentos memoráveis, vendo você crescer e explorar o mundo ao redor.  Quatro anos incrivelmente divertidos.

Amadinha, neste quarto aniversário, que muitos abraços apertados, e longos beijos de parabéns, tornem sua jornada nesta vida tão brilhante como os raios de sol que dançam sobre os lagos cristalinos do solo suíço. Que seja uma jornada repleta de aventuras emocionantes, aprendizados enriquecedores e de momentos mágicos, como todos os que vivemos ao seu lado e que até hoje aquecem nossos corações.

Até ontem, vocè era o nosso bebê e, agora, é essa criança linda, esperta e gentil, amorosa e aventureira. Foram quatro anos cheios de alegria e de momentos memoráveis, vendo você crescer e explorar o mundo ao redor.

 Quatro anos incrivelmente felizes. 

Feliz aniversário, minha princesinha. Que cada capítulo do livro de sua vida seja escrito com amor, autenticidade, conquistas, e muita diversão. Tenha certeza de que, para sua família, o mundo é um lugar abençoado com você nele. Tudo de bom, Luna querida. Por enquanto, brinque muito e aproveite sua infância. 

Te amamos demais!

"O futuro pertence àqueles que acreditam 

na beleza de seus sonhos".



Valorização, respeito e apoio. É tudo o que nossas jogadoras precisam

 Há tempos não escrevo sobre o futebol   feminino no Brasil. Desinteresse? Jamais. Desilusão? Talvez.

 Depois da trajetória impecável,   brilhante, do Red Bull Bragantino em   2021, campeão da série A2, e com   direito ao acesso para a primeira   divisão do Brasileirão Feminino, eu tive   um período de encantamento e de muita  esperança na evolução desse esporte tão  renegado às mulheres. Verdade é que nunca se falou tanto em futebol feminino, sua evolução e crescimento. Os jogos eram lindos de ver e os estádios quase sempre cheios indicavam, finalmente, um futuro promissor nesse universo dominado por homens, preconceituoso e machista.  

O time das bragantinas, e muitos outros por todo o país, fazia grandes espetáculos, jogando um futebol técnico, vertical, ofensivo, entrosado, e que davam prazer em acompanhar. Havia público e parte da grande mídia se fazia presente. Parecia que as garotas, finalmente, tinham encontrado seu espaço para brilhar, ao lado dos homens, e mostrar ao Brasil como o futebol feminino evolue.

Mas, o papel que a nossa sociedade ainda designa para as mulheres é secundário, nunca de protagonismo. Quando o campeonato brasileiro termina, parece que tudo se "normaliza": muito preconceito, pouco reconhecimento, nenhum investimento. Até quando?

Voltemos a Bragança Paulista e ao início do Brasileirão Feminino A1, em março de 2022. Do nada, penso eu, um "apagão" tomou conta das atletas. As mesmas que deram show no ano anterior. Agora, elas parecem dominadas pelo cansaço, pela desatenção, e até pela falta de comprometimento com a equipe.  Além de uma incrível falta de sorte, ou de pontaria, ou de treinamento. Como se o encantamento por estar onde querem, e merecem, tivesse desaparecido. Então, o totalmente inesperado aconteceu: 7 jogos, 6 derrotas, 1 empate. Campanha até agora terrivel.

Não querendo justificar mas, a verdade é que as mulheres sempre tiveram que conquistar espaço em cenários dominados por homens. Difícil. E no futebol, em particular, só mostrar talento é insuficiente porque, eles continuam dizendo, "futebol é coisa para homem". Será que esse apagão pode estar ocorrendo simplesmente por falta de incentivo, e de um apoio maior, da diretoria do clube? Será que elas recebem os mesmos cuidados do time masculino? Impossível mesmo é que as meninas, como mágica, tornaram-se atletas sem técnica e descompromissadas. Garanto que não.

De acordo com pesquisa feita pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol, com a participação de 3.600 jogadoras, metade das atletas sequer recebe salário para jogar nos clubes. Elas conciliam o sonho de serem profissionais com outros empregos, para o próprio sustento. Claro que não é o caso do Red Bull Bragantino mas, quantas delas já não passaram por essa dificuldade até chegarem ao time de Bragança?  Realizaram um sonho e foram campeãs. Ficaram mais visíveis e  acreditaram numa nova realidade, mais promissora. Essa realidade se concretizou?

Em comparação com os homens, há extrema desigualdade em todos os setores do ambiente futebolístico: falta valorização financeira, visibilidade, reconhecimento e os investimentos e patrocinios sempre são destinados aos times masculinos. 

As mulheres ainda são vistas como um ser frágil, dependente, e são raras as oportunidades de provar o contrário, sendo lembradas não por seu desempenho mas por sua beleza e sensualidade. A mídia, por exemplo, não dá a mesma importância à atleta feminina como dá ao masculino e, quando abre uma exceção, a pauta principal geralmente é a beleza da mulher, o corpo, a sexualidade, e nunca o esporte em si. As exceções, lamento, ainda são pontuais.

Não existe valorização, respeito, apoio. Enquanto a mentalidade da sociedade não mudar, as mulheres sempre terão dificuldade em conquistar espaço, e permanecer nele. Pode estar nesse isolamento social o motivo maior do apagão bragantino.

"Não é a identidade feminina que requer reconhecimento, mas sim a condição das mulheres como parceiras plenas na interação social" (FRASER, 2000).

Abraço a todas

👍👍👍💁💁💁



Diário de isolamento pelo novo coronavírus - 11


Implacável e fatal. A velocidade e propagação do coronavírus chega a ser assustadora. Em pouco mais de quatro meses, atingimos um marco trágico: quase 9 milhões de casos confirmados de Covid 19 pelo mundo. Nem parece, não é?


Nem parece que no Brasil estamos mergulhados nessa terrível pandemia, onde o vírus mata cerca de 1.200 pessoas por dia, e onde mais de 20 mil novos casos são registrados a cada 24 horas.

Nem parece que estamos vivenciando a maior tragédia em décadas, onde nosso país já contabilizou mais de 1.000.000 de pessoas infectadas e cerca de 50.000 mortes.

Também nem parece que vivemos num caos político e econômico sem precedentes, com previsões nada otimistas para os próximos anos, e que parte considerável da população está desempregada e com falta de dinheiro, endividada, convivendo com mentiras e violências de todos tipos. 

Tudo porque também não parece que o novo coronavírus está entre nós. Ele é invisível. A verdade é que, por enquanto, ele deita e rola entre os brasileiros.    

Pergunto: por que não parece? Por que não estamos de luto? 

As medidas de flexibilização da quarentena começam a ser adotadas. Para uns, cedo demais. Para outros, já deviam ter acontecido há tempos. Como fazer a coisa certa?

Abrem os shoppings...
Pessoas por todos os lados, longas filas nas entradas, poucos respeitando normas pré-estabelecidas, principalmente a de sair da quarentena só em urgências...metrôs lotados. Abre o comércio de rua...

É gente que não acaba mais nos centros comerciais, percorrendo calçadas, entrando em lojas sem o distanciamento necessário, carregando sacolas...ônibus lotados.

Abrem os parques públicos...
E lá estão as famílias, com seus filhos, sem suas máscaras, brincando como se tudo estivesse normal, minimizando o fato de que podem contrair o vírus, ou passá-lo aos amigos...aglomerações.

Abrem as academias, os salões de beleza...
Corrida para dar um "trato" no visual, depois de meses de isolamento social, poucos são os horários disponíves. A procura é imensa, apesar de um certo medinho de adoecer...
Enfim, quase tudo abre, com as devidas restrições. 
O clima de pandemia desapareceu. Aglomerações surgem por todos os cantos. Os telejornais mostram as imagens. Os jornalistas comentam sobre os perigos de tal comportamento. Os médicos informam, analisam. E o mundo se assusta. Já o Brasil parece que não.

Onde estão nossos líderes? Aqueles eleitos para cuidar da população?

Morte... Covid 19... 
Venham brincar de pega-pega no Brasil.

Afinal, somos eternas crianças, divertidas e bem humoradas, que amam uma boa diversão, mesmo sem o feijão na mesa. Nós sempre apostamos num futuro promissor. Que nunca chega. Isso importa?
    
E sempre, sempre acreditamos que aqui é o verdadeiro País das Maravilhas, e que cada um dos brasileiros é a verdadeira Alice.



ENSAIO FOTOGRÁFICO: ELA NO FUTEBOL...SEM MACHISMO!



Bom dia, meus amores|
O texto e as fotos abaixo são resultante do curso de fotografia que fiz no CEMAC, São Carlos, de setembro a novembro de 2018. Grupo maravilhoso. Curso incrível. Professoras extraordinárias. Ele, o texto, também é tema de um curta metragem de 10 minutos, do qual muito me orgulho. Obrigada Ana Carolina, Iasha, Paulinha, Ana Maria, Germano e Adriana.

MACHISMO NO FUTEBOL
Em 1941, o Conselho Nacional de Desportos proibiu jogos de futebol feminino em todo o país. A regulamentação veio somente após 4 décadas, em 1983, graças à luta das jogadoras e a relevância econômica internacional desse esporte. A proibição, no entanto, teve reflexos negativos até hoje, como o pouco incentivo ao futebol feminino e a falta de patrocinadores.
Jogos de Futebol... Ainda uma festa de homens para homens!

Ninguém duvida de que o futebol é o esporte mais popular do planeta, capaz de levar milhões de pessoas aos estádios, e de      movimentar quantias inacreditáveis.
Ninguém duvida, também, tratar-se de um esporte de total domínio masculino... E onde a mulher é vista como “penetra” indesejável. 
A cultura machista, que impera nas sociedades modernas, faz com que a presença feminina em jogos de futebol ainda provoque uma série de comentários humilhantes, de piadinhas de mau gosto, grosserias, abusos e até de assédio sexual. Nas arquibancadas o preconceito não tem limites. Os direitos não são iguais.

Mesmo assim, as mulheres já estão derrubando partes desse enraizado muro machista que as rodeia. Principalmente graças à coragem em denunciar todas as agressões e violências que sofrem.  Uma atitude que leva a importantes vitórias na luta pelo respeito que merecem em todas as atividades futebolísticas.

Aos poucos, a união dessas mulheres corajosas, que não admitem humilhação pública por suas escolhas, está acabando com os muitos espaços onde os homens podem fazer o que bem entendem, sem sofrer nenhum tipo de constrangimento ou punição, como estádios, bares e redondezas. Discursos como “mas era só uma brincadeira” não são mais aceitos. Afinal, o que envergonha nunca será só uma brincadeira.
Esporte de homem... Aqui mulher não entra... Se ela é bonitinha que vá posar para Playboy... Lugar de mulher é no fogão... E se ela estiver menstruando... Mulheres falando de tática? Isso é tão bonitinho... Frases como essas só comprovam a existência de comportamentos machistas imperdoáveis e que visam, basicamente, minar a auto-estima feminina, reduzir sua capacidade profissional.
Enfim, o repertório brasileiro de frases e atitudes humilhantes com as mulheres é vastíssimo. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.

Mesmo ainda longe de ocuparem espaços mais representativos nesse universo exclusivamente masculino, de não serem convidadas para a tal festa de homens, nem muito bem vindas quando aparecem, as mulheres sabem de seu direito, talento e competência. 
O futebol continua sendo um espetáculo impressionante, uma explosão de vida, de alegria... Porém, a participação da mulher ainda permanece atrelada a muitos preconceitos. Ao machismo.

O futebol feminino chegou a ser exibido em circos, como atração exótica, curiosa. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.
Um dos episódios de maior repercussão internacional ocorreu durante a Copa do Mundo, na Rússia, quando um grupo de brasileiros abordou uma moça e a faziam repetir palavras obscenas, que ela claramente não entendia. Pior: ainda gravaram o ocorrido e o colocaram na Internet. Como classificar esse comportamento?
Difícil entender que lugar de mulher é onde ela quiser?
Paula Antunes tem 25 anos. Pode-se dizer que desde o nascimento é uma apaixonada por todo tipo de esportes. Começou na natação, foi para o vôlei e, hoje, formada em Fisioterapia, continua presente nas competições universitárias. Mas, como profissão, optou pela fisioterapia esportiva. É dela o comentário: “Jamais pensei em viver do futebol. Sempre tive consciência de que, apesar da garra e do talento de muitas, o retorno que as mulheres recebem por sua dedicação é muito menor se comparado ao dos homens, e o preconceito muito maior”.

A presença das mulheres cresceu. Mas o machismo não diminuiu. Nem os abusos. Principalmente nos estádios.
E os jogos de futebol continuam sendo uma festa de homens...
Para homens.