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Quando todo mundo grita verdades absolutas, pensar virou um ato quase subversivo.

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Boa tarde, meus amigos. Preciso confessar uma coisa meio indigesta: ando com dificuldade de acreditar em quase tudo o que leio quando o assunto é política. Não importa se vem da chamada “imprensa tradicional” ou da tal “alternativa”. Às vezes, confesso, me pego acreditando mais em um vídeo caseiro no Instagram do que em um editorial cuidadosamente elaborado. O que não quer dizer que eu esteja certa. Quer dizer apenas que estou desconfiada. Minha postura hoje é menos de convicção e mais de sobrancelha levantada. Ando numa fase “hum… será?”. Porque, convenhamos, é difícil navegar num ambiente em que quase todo mundo parece ter lado definido, bandeira hasteada e torcida organizada. Jornalismo virou novela das nove — só que com comentaristas inflamados e plateia dividida. E eu me pergunto: qual deve ser o perfil do jornalista brasileiro para sobreviver — e, mais que isso, manter credibilidade — num país que transformou opinião em identidade? As pesquisas não ajudam a responder essa in...

Inadequada ou apenas lúcida demais? A solidão de quem pensa demais

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  Nada no mundo é pior do que a sensação de inadequação Ela não chega avisando. Não toca a campainha nem pede licença. Acontece de repente — numa reunião em que todo mundo parece falar com segurança sobre coisas que você domina, mas não consegue dizer. Numa conversa de bar que escorrega para slogans rasos, enquanto você sente vontade de aprofundar e percebe que ali não há espaço. Num almoço de família em que suas escolhas viram motivo de silêncio constrangido ou ironia mal disfarçada. A sensação de inadequação nasce justamente aí: quando o que somos não encontra eco no ambiente. E não porque somos “menos”, mas porque somos deslocados daquele tom dominante que exige respostas rápidas, opiniões prontas e certezas gritadas. Muita gente chama isso de baixa autoestima. Às vezes é. Mas nem sempre. Em muitos casos, é o oposto: é lucidez demais em um mundo que prefere a superficialidade. É ter argumentos, e perceber que não há diálogo possível. É saber escutar, e notar que ninguém q...

Mês de Promoção Imperdível: tenha seu Fotolivro personalizado agora!

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Que tal guardar os Melhores Momentos de Dezembro – 2025? As fotos ainda estão fresquinhas no seu celular, fáceis de encontrar e de escolher aquelas que realmente contam o que você viveu. É simples: 1. selecione suas fotos digitais favoritas, em seu celular 2. mande-as pra mim, no mínimo 60, pelo Whatsapp abaixo 3. eu crio seu, sem nenhum custo, um projeto de fotolivro totalmente personalizado 4. e envio para você uma prévia, também por Whatsapp 5. em seguida, você aprova (ou não), sem compromisso Afinal, Memórias felizes merecem virar livro, o seu livro Vamos começar? I nformações com Lia no Whatsapp 9.9165-4497 Aproveite esta promoção e experimente ter o seu fotolivro de momentos especiais

A história do Brasil além dos slogans - parte 3

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Para encerrar esta trilogia sobre fatos históricos do Brasil — que muita gente desconhece ou lembra de forma excessivamente simplificada — compartilho algumas informações que ajudam a compreender melhor o país e mostram como a realidade costuma ser mais complexa do que as narrativas polarizadas do presente. A verdade é que a história brasileira é cheia de nuances: heróis com sombras, vilões com motivações compreensíveis, decisões tomadas sob pressão e consequências inesperadas. Os fatos ajudam a escapar de debates rasos do tipo “ditadura boa ou ruim” ou “esquerda/direita sempre certa”. O golpe de 1964 teve apoio popular inicial significativo Antes do golpe, o governo João Goulart enfrentava inflação elevada, greves frequentes e um clima de instabilidade política, além do medo, amplamente disseminado, de uma suposta “comunização” do país. As Marchas da Família com Deus pela Liberdade, em 1964, reuniram centenas de milhares de pessoas nas ruas, inclusive em São Paulo e no Rio de Janeiro....

Entre repressão e crescimento: o Brasil sob a Ditadura Militar - parte 2

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Um novo ano se aproxima — e, com ele, escolhas que podem definir o rumo do país. Vamos eleger um presidente e renovar grande parte do Congresso. Estamos preparados para atravessar um dos períodos mais decisivos da nossa história recente? São decisões que não comportam descuido. Precisam ser guiadas não por paixões momentâneas, mas pelo Brasil que desejamos construir. Que vença a maioria, seja qual for. E que essa maioria tenha, ao menos, a chance de trabalhar pelo país em que acreditou. É isso. Hoje, amigos, vou compartilhar alguns fatos históricos sobre a Ditadura Militar no Brasil (1964–1985) — fatos que muita gente desconhece ou lembra de forma simplificada demais. Eles mostram um período cheio de contradições: houve repressão brutal, mas também crescimento econômico; censura severa, mas também apoio popular em determinados momentos; tortura, mas uma anistia ampla no final. São elementos que ajudam a enriquecer o debate, sem cair em visões maniqueístas do tipo “foi só bom” ou “foi...

A sociedade brasileira nos anos 1960 e 1970 - parte 1

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Amigos, s empre rola aquela vontade de entrar nas discussões sobre política e geopolítica, né? O problema é que, muitas vezes, a gente se sente meio perdido — parece que todo mundo tá falando em "moda de viola", repetindo frases prontas da mídia ou das redes, sem ter acesso aos fatos históricos mais profundos. E aí, as discussões viram um verdadeiro "cada um por si": todo mundo defende a sua posição com unhas e dentes, e quase ninguém muda de ideia. Por quê? Porque falta uma base comum de informações. Foi pensando nisso que decidi trazer um pouco mais de contexto histórico e dados concretos para cá. A idéia não é convencer ninguém a mudar de lado, mas sim dar um gás para que a gente possa formar opiniões mais sólidas e conversar com parentes, amigos e colegas de forma mais tranquila — sem aquela tensão de "agora vai virar briga". Então, nos próximos posts, vou tentar mostrar mais dados, mais história, mais papo de verdade. 😊 ------------------------------...

FORESTELLA: vício doce de um domingo qualquer

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Depois de curtir a noite de sábado no São Carlos Clube — e seu já tradicional e imperdível Baile do Havaí, aquele desfile tropical de frutas, gente animada e, claro, Xanddy Harmonia espalhando alegria como quem joga confete no vento — resolvi dedicar meu domingo (dia 30) a outro tipo de espetáculo: mergulhar nos vídeos do grupo vocal sul-coreano FORESTELLA. O quarteto — Bae Doo-hoon, Kang Hyung-ho, Cho Min-gyu e Ko Woo-rim — é um negócio sério. Sério mesmo. Quanto mais eu assisto, mais quero ver, mais quero ouvir… é aquele tipo de vício doce que a gente nem tenta combater. Tudo neles encanta: os rostos concentrados, os gestos que parecem coreografar o ar, os figurinos que nunca erram, e uma presença de palco que dá vontade de levantar e aplaudir a TV. Ko Woo-rim 30 anos As vozes? Um capítulo à parte. Cristalinas, afinadíssimas, tão bem costuradas que as quatro viram uma só. Não há ruído, não há tropeço, não há desafino — é como se eles respirassem música. Transitarem de Freddie Mercur...