Quando todo mundo grita verdades absolutas, pensar virou um ato quase subversivo.
Boa tarde, meus amigos. Preciso confessar uma coisa meio indigesta: ando com dificuldade de acreditar em quase tudo o que leio quando o assunto é política. Não importa se vem da chamada “imprensa tradicional” ou da tal “alternativa”. Às vezes, confesso, me pego acreditando mais em um vídeo caseiro no Instagram do que em um editorial cuidadosamente elaborado. O que não quer dizer que eu esteja certa. Quer dizer apenas que estou desconfiada. Minha postura hoje é menos de convicção e mais de sobrancelha levantada. Ando numa fase “hum… será?”. Porque, convenhamos, é difícil navegar num ambiente em que quase todo mundo parece ter lado definido, bandeira hasteada e torcida organizada. Jornalismo virou novela das nove — só que com comentaristas inflamados e plateia dividida. E eu me pergunto: qual deve ser o perfil do jornalista brasileiro para sobreviver — e, mais que isso, manter credibilidade — num país que transformou opinião em identidade? As pesquisas não ajudam a responder essa in...