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É fascinante observar a trajetória feminina nas sociedades

Já foi bem mais fácil escrever sobre mulheres e a posição que elas ocupam nas sociedades mundo afora. E fascinante observar e estudar essa caminhada lenta e constante através dos séculos.

Atualmente, percebemos avanços femininos aqui e ali, retrocessos também, e várias religiões ditando normas e comportamentos para grande parte da população.  Os homens prosseguem ditando pautas na política, economia e em tudo que é importante para o bem estar da humanidade, e as mulheres atuando em planos secundários nas maiores questões dessa mesma humanidade. 

Poucas opinam. Quase nenhuma decide. E  muitas até acreditam estarem "virando a mesa" e chegando bem perto da sonhada igualdade de gênero. Ilusão. A zona de conforto, desagradável várias vezes, ainda é mais confortável do que assumir responsabilidades no dia a dia.

A complexidade que envolve uma mulher, que já nasce engessada, me faz pensar até que ponto vale a pena transformar nossa existência numa guerra infinita. Vitórias esparças, pontuais se considerarmos a população mundial de uns 8 bilhões de seres humanos, podem-se considerar irrisórias para o resultado final. 

Alguém tem dúvidas de que o mundo ainda é masculino?

Vamos nos libertar do gesso e das amarras seculares? 

Ser uma mulher engessada é estar aprisionada por expectativas, normas e estereótipos que limitam sua liberdade, sua expressão e seu potencial. É viver em um molde pré-determiunado, onde a individualidade é sufocada em favor de um padrão imposto pela sociedade.

Essas amarras são tecidas ao longo dos tempos, permeando culturas e estruturas sociais. Desde cedo, meninas são ensinadas a se encaixarem em determinados papéis e comportamentos considerados "adequados" para o serxo feminino. Els são incentivadas a serem delicadas, submissas, passivas, a priorizarem a aparência sobre a inteligência, o casamento sobre a carreira, a maternidade sobre a realização pessoal.

Tanta rigidez limita o potencial das  mulheres, restringe suas escolhas e impede sua plena realização. No entanto, quebrar essas amarras é possível e necessário para alcançar a verdadeira igualdade de gênero e a plenitude individual.


ANOTEM

0. É fundamental educar desde cedo sobre a igualdade
de gênero, desconstruir estereótipos e promover uma visão ampla e inclusiva do que significa ser mulher.

1. Fortalecer a autoestima e a confiança das mulheres é crucial para que elas assumam espaços de liderança e influência em todos os campos da sociedade.

2. As mulheres devem ser encorajadas a descobrir e abraçar sua verdadeira identidade.

3. A união e o apoio entre mulheres são fundamentais para fortalecer o movimento pela igualdade de gênero.

4. É preciso resistir às pressões e expectativas sociais que tentam manter as mulheres em um estado de submissão.


INFORMAÇÃO

De acordo com estimativas de órgãos demográficos internacionais, a população mundial atual (em novembro de 2023) é de, aproximadamente, 8,07 bilhões de pessoas. 


LIA ESTEVÃO

Jornalista e Publicitária

Produtora de albuns impressos e fotolivros

Informações: (16)  9.9165-4497

Além da cama: estratégias para combater a tristeza

Quantas vezes você leu ou ouviu sobre estratégias milagrosas, ou truques mirabolantes, para vencer a depressão e a tristeza que teimam em dificultar dias mais leves, e menos angustiantes, em sua vida? Incontáveis, não é? Então, agora, pergunto se você, após tantas informações e conselhos já acorda mais disposto, sorrindo, sem medo dos enfrentamentos diários e pleno de energia positiva? 

Amiga, a depressão é uma batalha interna infindável, e muitas vezes silenciosa, caracterizada por uma variedade de sintomas que vão além da tristeza persistente e da inércia. A falta de energia, mudanças de apetite, dificuldade de concentração, isolamento social, e descontrole emocional são apenas alguns dos indicadores dessa condição.

Só desejo salientar uma coisa: a criação de um círculo positivo contribui, e muito, para amenizar o isolamento que frequentemente acompanha a depressão. A presença constante de familiares e amigos, o estímulo para atividades sociais, e o oferecimento de ajuda prática, podem fazer uma grande diferença, principalmente em dias sombrios, quando o depressivo parece carregar o mundo nas costas, e se descontrola sem motivo. A verdade é que nem eles entendem a razão da névoa escurecida que os envolvem e sugam as energias. Da apatia avassaladora que os dominam. 

Por tudo isso, acredito ser correto afirmar que nada é mais estratégico, nenhum truque é mais eficaz, do que proporcionar ao indivíduo doente um ambiente de compreensão, paciência e amor. Parece fácil, mas não é mesmo. 

Viver ao lado de alguém que enfrenta a depressão, cujos sintomas variam  de pessoa para pessoa exige, com certeza, empatia em doses elevadas, muito apoio emocional, além da compreensão gigantesca do triste universo em que eles normalmente habitam.  



A depressão afeta não apenas o estado emocional, mas também

as atividades diárias e a percepção do mundo ao redor.


Amanhecer


  1. Dificuldade em Levantar-se

    • O despertar pode ser uma batalha, com a pessoa depressiva lutando para encontrar motivação para sair da cama.
  2. Sensação de Peso e Cansaço

    • Mesmo após uma noite de sono, a fadiga persiste, e cada movimento pode parecer uma tarefa árdua.
  3. Pensamentos Negativos

    • Logo ao acordar, pensamentos negativos e pessimistas podem invadir a mente, criando um ambiente mental pesado.

    • Ao Longo do Dia

  1. Isolamento Social

    • Mesmo se estiver em férias, a pessoa depressiva pode sentir uma inclinação para o isolamento, evitando interações sociais.
  2. Atividades Desafiadoras

    • Participar de atividades que normalmente trariam alegria pode parecer extremamente difícil e, por vezes, até impossível.
  3. Falta de Energia e Interesse

    • A falta de energia persiste ao longo do dia, e a pessoa pode achar difícil encontrar interesse em coisas que antes eram prazerosas.
  4. Culpa e Autoexigência

    • Mesmo em férias, a pessoa depressiva pode se sentir culpada por não aproveitar o tempo livre ou por não conseguir se envolver em atividades recreativas.
  5. Momentos de Tristeza Profunda

    • A tristeza profunda pode se fazer presente, muitas vezes sem razão aparente.
Envolva-se em Atividades Agradáveis
A depressão é uma condição tratável. Ao compreender os sintomas e adotar estratégias eficazes, podemos cultivar um ambiente propício para a resiliência e alegria. E sempre fazer atividades que normalmente trazem prazer, mesmo que a motivação seja baixa. Isso pode incluir hobbies, assistir a filmes favoritos, ouvir música ou ler um livro.


Lia Estevão
Jornalista e publicitária
Especialista na produção de fotolivros

e de albuns impressos
Whatsapp: (16) 9 9165-4497

A crescente sombra da depressão em nossas vidas

 

A depressão é como uma névoa densa que envolve nossa mente. Muitas vezes, amigos, até parece que uma nuvem sombria nos acompanha dia após dia, ano após ano. Nada faz sentido e os sintomas são debilitantes, devastadores, difíceis de verbalizar. 

Cada vez mais presente na vida de milhões de brasilleiros, a depressão é bem mais do que uma simples tristeza passageira. Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e desinteresse, interferem significativamente no dia a dia do indivíduo. Na verdade, trata-se de um transtorno mental grave que pode minar a qualidade de vida, as relações pessoais, e a capacidade de realizar tarefas diárias.

A pessoa com depressão pode experimentar uma série de sintomas que incluem a perda de apetite, sensação constante de cansaço, sentimentos de inutilidade, dificuldade de concentração. Parece mesmo que, de repente, a gente dá um megulho profundo em um poço de desespero. Não importa a idade, gênero ou origem social, ela pode afetar qualquer pessoa em qualquer momento da vida. 


Causas? Podem ser fatores genéticos, desequilíbrios químicos no cérebro, eventos traumáticos, estresse crônico, isolamento social, solidão urbana mesmo em meio a multidões, problemas de relacionamento, pressão por alcançar padrões inatingíveis de perfeição, e até a estigmatização associada à saude mental...  Sim, queridos, tudo isso contribui para a escalada desse transtorno depressivo. 

Pode-se encontrar a luz no fundo do tunel?

A boa notícia é que sim, pois a depressão é tratável. Embora a situação possa parecer desanimadora, a combinação de terapia psicológica e, em alguns casos, medicação. tem mostrado ser eficaz no gerenciamento dos sintomas. Primeiro importante passo: reconhecer a necessidade de ajuda de um profissional de saude mental qualificado. Por outro lado, é fundamental fortalecer as redes de apoio, famílias e amigos que, de fato, fazem uma grande diferença na jornada de recuperação, ao oferecerem  um ambiente seguro para expressar sentimentos e preocupações.

Muitas pessoas conseguem reconstruir suas vidas quando enfrentam a depressão com coragem, determinação e o desejo de um futuro mais produtivo e feliz. 


Lia Estevão

Vendas de camisetas exclusivas

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Criação e produção de Fotolivros

(16) 9.9165 - 4497)

ENSAIO FOTOGRÁFICO: ELA NO FUTEBOL...SEM MACHISMO!



Bom dia, meus amores|
O texto e as fotos abaixo são resultante do curso de fotografia que fiz no CEMAC, São Carlos, de setembro a novembro de 2018. Grupo maravilhoso. Curso incrível. Professoras extraordinárias. Ele, o texto, também é tema de um curta metragem de 10 minutos, do qual muito me orgulho. Obrigada Ana Carolina, Iasha, Paulinha, Ana Maria, Germano e Adriana.

MACHISMO NO FUTEBOL
Em 1941, o Conselho Nacional de Desportos proibiu jogos de futebol feminino em todo o país. A regulamentação veio somente após 4 décadas, em 1983, graças à luta das jogadoras e a relevância econômica internacional desse esporte. A proibição, no entanto, teve reflexos negativos até hoje, como o pouco incentivo ao futebol feminino e a falta de patrocinadores.
Jogos de Futebol... Ainda uma festa de homens para homens!

Ninguém duvida de que o futebol é o esporte mais popular do planeta, capaz de levar milhões de pessoas aos estádios, e de      movimentar quantias inacreditáveis.
Ninguém duvida, também, tratar-se de um esporte de total domínio masculino... E onde a mulher é vista como “penetra” indesejável. 
A cultura machista, que impera nas sociedades modernas, faz com que a presença feminina em jogos de futebol ainda provoque uma série de comentários humilhantes, de piadinhas de mau gosto, grosserias, abusos e até de assédio sexual. Nas arquibancadas o preconceito não tem limites. Os direitos não são iguais.

Mesmo assim, as mulheres já estão derrubando partes desse enraizado muro machista que as rodeia. Principalmente graças à coragem em denunciar todas as agressões e violências que sofrem.  Uma atitude que leva a importantes vitórias na luta pelo respeito que merecem em todas as atividades futebolísticas.

Aos poucos, a união dessas mulheres corajosas, que não admitem humilhação pública por suas escolhas, está acabando com os muitos espaços onde os homens podem fazer o que bem entendem, sem sofrer nenhum tipo de constrangimento ou punição, como estádios, bares e redondezas. Discursos como “mas era só uma brincadeira” não são mais aceitos. Afinal, o que envergonha nunca será só uma brincadeira.
Esporte de homem... Aqui mulher não entra... Se ela é bonitinha que vá posar para Playboy... Lugar de mulher é no fogão... E se ela estiver menstruando... Mulheres falando de tática? Isso é tão bonitinho... Frases como essas só comprovam a existência de comportamentos machistas imperdoáveis e que visam, basicamente, minar a auto-estima feminina, reduzir sua capacidade profissional.
Enfim, o repertório brasileiro de frases e atitudes humilhantes com as mulheres é vastíssimo. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.

Mesmo ainda longe de ocuparem espaços mais representativos nesse universo exclusivamente masculino, de não serem convidadas para a tal festa de homens, nem muito bem vindas quando aparecem, as mulheres sabem de seu direito, talento e competência. 
O futebol continua sendo um espetáculo impressionante, uma explosão de vida, de alegria... Porém, a participação da mulher ainda permanece atrelada a muitos preconceitos. Ao machismo.

O futebol feminino chegou a ser exibido em circos, como atração exótica, curiosa. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.
Um dos episódios de maior repercussão internacional ocorreu durante a Copa do Mundo, na Rússia, quando um grupo de brasileiros abordou uma moça e a faziam repetir palavras obscenas, que ela claramente não entendia. Pior: ainda gravaram o ocorrido e o colocaram na Internet. Como classificar esse comportamento?
Difícil entender que lugar de mulher é onde ela quiser?
Paula Antunes tem 25 anos. Pode-se dizer que desde o nascimento é uma apaixonada por todo tipo de esportes. Começou na natação, foi para o vôlei e, hoje, formada em Fisioterapia, continua presente nas competições universitárias. Mas, como profissão, optou pela fisioterapia esportiva. É dela o comentário: “Jamais pensei em viver do futebol. Sempre tive consciência de que, apesar da garra e do talento de muitas, o retorno que as mulheres recebem por sua dedicação é muito menor se comparado ao dos homens, e o preconceito muito maior”.

A presença das mulheres cresceu. Mas o machismo não diminuiu. Nem os abusos. Principalmente nos estádios.
E os jogos de futebol continuam sendo uma festa de homens...
Para homens.