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A crescente sombra da depressão em nossas vidas

 

A depressão é como uma névoa densa que envolve nossa mente. Muitas vezes, amigos, até parece que uma nuvem sombria nos acompanha dia após dia, ano após ano. Nada faz sentido e os sintomas são debilitantes, devastadores, difíceis de verbalizar. 

Cada vez mais presente na vida de milhões de brasilleiros, a depressão é bem mais do que uma simples tristeza passageira. Sentimentos persistentes de tristeza, desesperança e desinteresse, interferem significativamente no dia a dia do indivíduo. Na verdade, trata-se de um transtorno mental grave que pode minar a qualidade de vida, as relações pessoais, e a capacidade de realizar tarefas diárias.

A pessoa com depressão pode experimentar uma série de sintomas que incluem a perda de apetite, sensação constante de cansaço, sentimentos de inutilidade, dificuldade de concentração. Parece mesmo que, de repente, a gente dá um megulho profundo em um poço de desespero. Não importa a idade, gênero ou origem social, ela pode afetar qualquer pessoa em qualquer momento da vida. 


Causas? Podem ser fatores genéticos, desequilíbrios químicos no cérebro, eventos traumáticos, estresse crônico, isolamento social, solidão urbana mesmo em meio a multidões, problemas de relacionamento, pressão por alcançar padrões inatingíveis de perfeição, e até a estigmatização associada à saude mental...  Sim, queridos, tudo isso contribui para a escalada desse transtorno depressivo. 

Pode-se encontrar a luz no fundo do tunel?

A boa notícia é que sim, pois a depressão é tratável. Embora a situação possa parecer desanimadora, a combinação de terapia psicológica e, em alguns casos, medicação. tem mostrado ser eficaz no gerenciamento dos sintomas. Primeiro importante passo: reconhecer a necessidade de ajuda de um profissional de saude mental qualificado. Por outro lado, é fundamental fortalecer as redes de apoio, famílias e amigos que, de fato, fazem uma grande diferença na jornada de recuperação, ao oferecerem  um ambiente seguro para expressar sentimentos e preocupações.

Muitas pessoas conseguem reconstruir suas vidas quando enfrentam a depressão com coragem, determinação e o desejo de um futuro mais produtivo e feliz. 


Lia Estevão

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ENSAIO FOTOGRÁFICO: ELA NO FUTEBOL...SEM MACHISMO!



Bom dia, meus amores|
O texto e as fotos abaixo são resultante do curso de fotografia que fiz no CEMAC, São Carlos, de setembro a novembro de 2018. Grupo maravilhoso. Curso incrível. Professoras extraordinárias. Ele, o texto, também é tema de um curta metragem de 10 minutos, do qual muito me orgulho. Obrigada Ana Carolina, Iasha, Paulinha, Ana Maria, Germano e Adriana.

MACHISMO NO FUTEBOL
Em 1941, o Conselho Nacional de Desportos proibiu jogos de futebol feminino em todo o país. A regulamentação veio somente após 4 décadas, em 1983, graças à luta das jogadoras e a relevância econômica internacional desse esporte. A proibição, no entanto, teve reflexos negativos até hoje, como o pouco incentivo ao futebol feminino e a falta de patrocinadores.
Jogos de Futebol... Ainda uma festa de homens para homens!

Ninguém duvida de que o futebol é o esporte mais popular do planeta, capaz de levar milhões de pessoas aos estádios, e de      movimentar quantias inacreditáveis.
Ninguém duvida, também, tratar-se de um esporte de total domínio masculino... E onde a mulher é vista como “penetra” indesejável. 
A cultura machista, que impera nas sociedades modernas, faz com que a presença feminina em jogos de futebol ainda provoque uma série de comentários humilhantes, de piadinhas de mau gosto, grosserias, abusos e até de assédio sexual. Nas arquibancadas o preconceito não tem limites. Os direitos não são iguais.

Mesmo assim, as mulheres já estão derrubando partes desse enraizado muro machista que as rodeia. Principalmente graças à coragem em denunciar todas as agressões e violências que sofrem.  Uma atitude que leva a importantes vitórias na luta pelo respeito que merecem em todas as atividades futebolísticas.

Aos poucos, a união dessas mulheres corajosas, que não admitem humilhação pública por suas escolhas, está acabando com os muitos espaços onde os homens podem fazer o que bem entendem, sem sofrer nenhum tipo de constrangimento ou punição, como estádios, bares e redondezas. Discursos como “mas era só uma brincadeira” não são mais aceitos. Afinal, o que envergonha nunca será só uma brincadeira.
Esporte de homem... Aqui mulher não entra... Se ela é bonitinha que vá posar para Playboy... Lugar de mulher é no fogão... E se ela estiver menstruando... Mulheres falando de tática? Isso é tão bonitinho... Frases como essas só comprovam a existência de comportamentos machistas imperdoáveis e que visam, basicamente, minar a auto-estima feminina, reduzir sua capacidade profissional.
Enfim, o repertório brasileiro de frases e atitudes humilhantes com as mulheres é vastíssimo. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.

Mesmo ainda longe de ocuparem espaços mais representativos nesse universo exclusivamente masculino, de não serem convidadas para a tal festa de homens, nem muito bem vindas quando aparecem, as mulheres sabem de seu direito, talento e competência. 
O futebol continua sendo um espetáculo impressionante, uma explosão de vida, de alegria... Porém, a participação da mulher ainda permanece atrelada a muitos preconceitos. Ao machismo.

O futebol feminino chegou a ser exibido em circos, como atração exótica, curiosa. Num desrespeito sem limites às mulheres e suas opções.
Um dos episódios de maior repercussão internacional ocorreu durante a Copa do Mundo, na Rússia, quando um grupo de brasileiros abordou uma moça e a faziam repetir palavras obscenas, que ela claramente não entendia. Pior: ainda gravaram o ocorrido e o colocaram na Internet. Como classificar esse comportamento?
Difícil entender que lugar de mulher é onde ela quiser?
Paula Antunes tem 25 anos. Pode-se dizer que desde o nascimento é uma apaixonada por todo tipo de esportes. Começou na natação, foi para o vôlei e, hoje, formada em Fisioterapia, continua presente nas competições universitárias. Mas, como profissão, optou pela fisioterapia esportiva. É dela o comentário: “Jamais pensei em viver do futebol. Sempre tive consciência de que, apesar da garra e do talento de muitas, o retorno que as mulheres recebem por sua dedicação é muito menor se comparado ao dos homens, e o preconceito muito maior”.

A presença das mulheres cresceu. Mas o machismo não diminuiu. Nem os abusos. Principalmente nos estádios.
E os jogos de futebol continuam sendo uma festa de homens...
Para homens.