segunda-feira, 17 de março de 2025

"São Paulo faz história, mas quem se importa com o futebol feminino?"

Foi um jogo digno de aplausos!  No sábado (15), São Paulo e Corinthians fizeram uma final de tirar o fôlego na Supercopa Feminina de 2025. Passes precisos, jogadas articuladas, raça, técnica, tudo no mais alto nível. No fim, emoção pura: nos pênaltis, o São Paulo venceu o Corinthians e conquistou um título inédito. Histórico!

Mas… e a torcida? Cadê as arquibancadas lotadas? Cadê as mulheres vibrando nas cadeiras do estádio? O que se viu foi um vazio deprimente. De novo.

E antes que digam que estou sendo repetitiva: sim, estou. E vou continuar até que algo mude. Não adianta apenas elogiar o talento das jogadoras se, na prática, o apoio ao futebol feminino ainda é tímido. Ou conversamos e cobramos, ou seguimos exibindo títulos históricos em estádios quase desertos.

O futebol masculino ainda domina, claro. O sistema é deles, os patrocínios também, e as regalias… ah, essas nem se fala. Mas não são heróis. Heroínas são as mulheres que driblam todas as dificuldades para manter o futebol feminino vivo e forte.


Porque, sejamos honestos: o jogo evoluiu, mas a desigualdade segue firme. Salários, premiações, investimentos… tudo continua desproporcional. A luta por respeito e condições dignas ainda precisa ser travada a cada rodada.

Mas há esperança. O futebol feminino cresce, mesmo que a passos lentos. Ligas profissionais se espalham pelo mundo, o investimento aumenta e, aos poucos, os fãs e patrocinadores chegam. Ainda não é o ideal, mas já faz diferença.

A tecnologia também pode nos ajudar. Com o avanço das melhorias via streaming e novas formas de engajamento digital, o público tem mais acesso aos jogos. A inteligência artificial e outras inovações podem dar o empurrão que falta para consolidar a modalidade de vez.

E, enquanto isso, dentro de campo, o São Paulo segue firme. Conquistou seu primeiro título da Supercopa e cortou a hegemonia do Corinthians, tricampeão da competição. Agora, o tempo do técnico  Thiago Viana, vai todo para a conquista dos outros quatro campeonatos da temporada: Paulista, Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Que não tenhamos mais uma final com jogo dentro do campo... E silêncio nas arquibancadas.

Que assim seja!

 

Lia Estevão - Lia Estevão

Assessora de Imprensa

Criação e produção de albuns/fotolivros

em formato de livros, com fotos impressas 

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sábado, 8 de março de 2025

Acordei com saudade, dormi com os pés doendo - Obrigada, Banda Doce Veneno!

Acordei na segunda de carnaval com uma nostalgia daquelas. De repente, bateu aquela saudade gostosa dos meus amigos Wagner Augusto, Neto Muccillo e Claudinho Munno, da Banda Doce Veneno. Faz tempo que não os vejo pessoalmente, porém, graças às redes sociais, sei exatamente por onde andam. Pensei... São meus amigos, será que devo procurá-los?  Ponderei, refleti… por longos 30 segundos. E, claro, decidi que sim, pois queria muito vê-los!

Conheci esses meninos por volta de 2001, assim que cheguei a São Carlos. Num show de carnaval no São Carlos Clube. Músicos extraordinários. Desde então, deixei a jornalista de lado e virei apenas uma das muitas admiradoras apaixonadas pela Banda.

O tempo passou e nossos caminhos foram se cruzando. Em 2007 trabalhamos juntos, por uns três anos, no evento-espetáculo “São Carlos Moda Show” – um projeto beneficente que unia moda, música e literatura, e rendia boas matérias em revistas e jornais da região e da capital. Era glamour, cultura, diversão! E ainda fortalecia o comércio da cidade.

Na época, mais próxima de todos, até sonhei em ser uma espécie de “integrante extra” do grupo: queria ajudar no marketing, cuidar da divulgação, produzir fotolivros com histórias e fotos dos bastidores, acompanhar os shows do grupo mundo afora... Enfim, queria ser parte do dia a dia deles. Mas o tempo, esse danado, correu mais rápido do que eu. E a gente sequer chegou a sentar para um café e colocar o papo em dia.

Mesmo assim, sempre acompanhei a trajetória da Banda Doce Veneno. Sempre estive por perto, vibrando, torcendo pelo sucesso desses garotos. Então, quando vi que eles iriam tocar no carnaval 2025 do São Carlos Clube, nem pisquei: fui correndo!

E posso dizer? QUE SHOW! Vibrante, incansável, explosivo! Eles continuam com a energia em dia, vibrantes, poderosos, entusiasmados, dominando o palco e a platéia com a maestria de sempre. É impressionante ver como, depois de mais de quatro décadas de estrada, a Banda Doce Veneno segue firme no propósito de fazer todo mundo dançar, cantar e sair “da festa” com um sorriso no rosto e muito brilho no olhar.

Saí do show com uma certeza: algumas coisas não mudam, e ainda bem! A música dos meninos permanece executada com perfeição, em arranjos modernos e incríveis: a intensidade, o vigor e a eficiência da Banda seguem lá no alto.

Minha saudade? Bem... Vinte anos depois e eu ainda querendo um lugar no camarim!

 



Lia Estevão - Jornalista

Produtora de albuns impressos e fotolivros

Por Whatsapp e com fotos do celular

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segunda-feira, 3 de março de 2025

Maria Butcher incendeia o Carnaval do São Carlos Clube

No sábado de carnaval, um dos palcos do São Carlos Clube, no bosque, foi tomado pela energia contagiante de Maria Butcher, a nossa cantora preferida. De repente, o espaço se transformou num espetáculo vibrante, onde música, dança e animação se uniram em uma explosão de alegria e felicidade. Quem estava lá sabe - foi impossível resistir! Mais uma vez ela mostrou por que é uma das vozes mais queridas da região.

Maria é dessas artistas que não se contentam em apenas cantar – ela contagia, envolve e faz cada apresentação parecer uma grande festa entre amigos. E, desta vez, ela estava ainda mais radiante! Ao lado de seu fiel parceiro de palco, o músico André de Sousa, ela cantou, dançou, sorriu e fez o que sabe fazer de melhor: brilhar, e transformar cada momento em memórias incríveis. 

Enquanto um repertório recheado de músicas de todas as épocas ecoava pelo Bosque, Maria e André entregavam tudo no palco, comandando a festa carnavalesca com uma energia que parecia inesgotável. E o público? Ah, o público correspondeu à altura! A cada canção, mais pessoas chegavam, embaladas pelo ritmo contagiante do show. O São Carlos Clube virou um grande bloco de alegria, onde associados, amigos e familiares cantavam, dançavam e celebravam juntos.

E como todo grande show de Carnaval, teve de tudo: foliões improvisando coreografias inusitadas, crianças pulando e rodopiando sem parar, e até um senhor animado que resolveu transformar sua camisa em estandarte! O clima era de pura descontração e ninguém conseguiu ficar parado.

Maria Butcher tem esse dom raro de surpreender a cada apresentação. Com sua paixão avassaladora pela música e pela arte, ela não apenas canta – ela vive cada nota, sente cada batida e nos leva junto nessa jornada musical. E André, como bom amigo e parceiro de palco, ajudava a incendiar ainda mais a festa, interagindo com o público de forma espontânea e sorrindo sempre e muito. "É preciso viver o hoje, ser feliz", pareciam nos alertar para a importância do momento.

Quem esteve lá sabe: foi um show para ser lembrado. E quem perdeu... bom, fica o aviso: no próximo Carnaval, melhor garantir seu lugar desde já porque, se Maria e André estiverem no palco, a diversão é garantida!


Lia Estevão - Jornalista

Produtora de fotolivros e de albuns impressos 

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Sambando na Dureza, mas com Glitter na Cara


 Ah, o Carnaval! Aquele momento do ano em que tudo se enfeita de purpurina, samba e um tantinho de caos organizado. De cair na gandaia!

Sempre gostei da festa. Das marchinhas nostálgicas aos batuques que fazem até a calçada tremer. No passado, era um tempo mágico, em que a gente esquecia as dificuldades e as desilusões amorosas para se fantasiar de qualquer coisa – princesa, cigana, trapezista ou até de abajur, porque a criatividade carnavalesca não tem limites. Tudo valia para sair pulando atrás dos blocos ou se esbaldar nas matinês, jogando confete e serpentina para o alto, como quem joga as preocupações para o universo. Lembro da empolgação de esperar o bloco passar, dos bailes nos clubes onde todo mundo cantava junto e dos lança-perfumes que deixavam o ar com aquele cheiro inconfundível de festança das boas.

Mas o tempo passou e, convenhamos, o Carnaval mudou. 

Antes, a gente se preocupava em não perder o sapatinho de cristal na folia (ou, no mínimo, o chinelo Havaianas). Agora, a gente torce para não perder o celular, a dignidade e o bom senso. Já não há matinês inocentes para a criançada, e os bloquinhos cresceram tanto que, de verdade, parece que estamos em um engarrafamento humano. 

O Brasil anda numa fase meio novela mexicana, onde todo mundo briga, os preços sobem mais rápido que escola de samba campeã, e a vida virou um eterno "quem pode mais, chora menos". Tá tudo caro, a paciência anda curta, mas... é Carnaval! Então a gente esquece que o café e a  picanha estão valendo ouro e vai pro bloco com a fantasia de "brasileiro guerreiro".

Sim, tem confusão, tem exagero, tem música que faria nossas avós desmaiarem de vergonha. Mas também tem alegria, tem encontro, tem aquele abraço suado no meio da multidão que vira história para contar. E tem uma coisa que segue firme e forte: o Brasil pode estar no sufoco, mas quando o tamborim bate, a gente ainda encontra um jeito de sorrir, sambar e fingir que segunda-feira não existe.

Então, bora aproveitar, porque depois vem a ressaca – e não falo só da cachaça, mas da realidade que nos espera na quarta-feira de cinzas. Até lá, que role o glitter, o batuque e a alegria, porque a vida já é difícil demais para não ter, pelo menos, quatro dias de pura fantasia.


Lia Estevão

Jornalista e produtora de albuns de fotos impressas, como livros que contam suas memórias

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

"Socorro, virei invisível! – Os efeitos nada divertidos de envelhecer".

Lia Estevão

Você percebe que o etarismo está batendo na sua porta quando, de repente, todo mundo começa a te chamar de "senhora(o)" com um tom meio piedoso. O garçom te entrega o cardápio já aberto na página das sopas, o médico fala devagar como se você tivesse voltado para a pré-escola, e sua opinião numa conversa some mais rápido que brigadeiro em festa infantil.

Fisicamente, a coisa também não ajuda. O metabolismo desacelera como um Wi-Fi ruim, os joelhos rangem mais que porta de filme de terror, e as rugas aparecem em lugares que você nem sabia que existiam. Mas o pior mesmo é o efeito social: as pessoas começam a agir como se sua data de validade tivesse vencido. No trabalho, te olham como um enfeite de prateleira. Na família, as decisões importantes são tomadas sem nem te consultar – mas, claro, se precisar de um bolinho de aniversário ou de um presente de Natal, é você quem tem que resolver.

O que pouca gente percebe é que esse isolamento forçado não afeta só o humor – embora ele vá ladeira abaixo mais rápido que dieta em fim de semana. O cérebro também sente. Quando te empurram para o cantinho do esquecimento, o risco de depressão, ansiedade e até problemas cognitivos aumenta. Afinal, se ninguém escuta o que você diz, pra que se esforçar para dizer? O perigo é começar a acreditar que não tem mais nada de interessante a oferecer, quando, na verdade, a experiência de vida já te rendeu um acervo digno de biblioteca.

E nem vamos falar dos conselhos gratuitos e não solicitados que começam a pipocar de todo lado. "Você tem que se cuidar!", "Já pensou em pintar o cabelo?", "Não é melhor evitar roupas muito jovens?". Parece que, de uma hora para outra, o mundo inteiro virou uma tia intrometida em reunião de família. O problema é que, ao invés de incentivo, essas "dicas" só reforçam a ideia de que envelhecer é sinônimo de declínio – o que é uma grande bobagem.

O resultado? Um combo de solidão, frustração e um leve desejo de sumir no mundo com uma mochila e um bom livro. Mas calma, que nem tudo está perdido! A melhor resposta para o etarismo é provar que idade não define competência, sagacidade ou a capacidade de dar boas gargalhadas. Então bora viver – e, se for pra ser invisível, que seja para fugir de boletos e reuniões chatas!


segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Cadê o tão aguardado 2025?

Epa! Cadê o tão aguardado 2025? Já estamos no dia 6 e, pasmem, continuo igualzinha aos dias passados. É como se o ano novo tivesse decidido tirar uma folga antes de começar. Dá para argumentar que ainda é cedo para sentir as transformações prometidas, mas, sinceramente... milagres não existem, não?

Eu só queria um, um bem pequenininho. Não precisa ser nada extraordinário! Algo simples, tipo: que os boletos resolvessem dar um pulo para o século XXIII e nos deixassem em paz, que os impostos governamentais fossem tirar uma soneca por uns meses, que o supermercado esquecesse como se faz para aumentar os preços, e, se não for pedir muito, que as embalagens parassem de emagrecer mais rápido do que eu na dieta (mentira, eu não faço dieta, mas vocês entenderam).

Ah, e a saúde! Essa merece um pedido especial: que ela fique comigo, com você, com todos os meus amigos – porque ninguém merece começar o ano enfrentando fila no hospital ou testando o limite do plano de saúde.

Mas, confesso, estou aqui olhando para frente e o que vejo é uma carruagem emperrada nos trilhos do ano passado. O jeito é ter paciência e começar a sonhar... com 2026! Porque, do jeito que as coisas andam, ou melhor, não andam , é melhor já ir preparando os pedidos para o próximo réveillon. Quem sabe os milagres resolvem atender a chamada. Ano que vem, claro!

E até lá, seguimos! Com humor, com resiliência e, se nada disso der certo, com aquele restinho de panetone que sobrou no armário – porque, meus amigos, rir e comer carboidratos ainda é de graça (por enquanto).

Se o mundo não mudou tão cedo, que ao menos a gente mude o jeito de encará-lo. E, convenhamos, rir é sempre a melhor maneira de atravessar qualquer ano – ou carruagem emperrada.

Beijos a todos e um feliz ano de 2025.

Lia Estevão - Jornalista



sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Cadê o Natal? Já acabou?



O Natal piscou. E passou. 

Foi como aquele parente que chega, abraça, come tudo, e sai voando antes de dar tempo de contar as fofocas do ano. Acreditem, a gente ainda nem terminou de tirar as etiquetas dos presentes (o papel de presente da tia-vovó já está guardado para 2025) e já tem aquele povo guardando as árvores, desmontando bolinhas e luzinhas e caçando espaço no armário para as lembrancinhas (muitas sem utilidade) que não sabemos onde enfiar.

Os panetones e os chocotones, que são os verdadeiros reis da festa, ainda estão na metade, os restos de peru já se transformaram em sanduíches improvisados, e tudo volta ao normal. Nenhuma novidade, nenhum acréscimo afetivo nem intectual, nada. Parece que passou tão rápido que o espírito natalino ficou só de passagem no Wi-Fi. O bilhete carinhoso, pessoal e informal, deu lugar a imagens criadas pela inteligência artificial e distribuídas pelo TikTok, Facebook, Instagram, Whatsapp. Nada além de um Feliz Natal junto com os enfadonhos "Bom Dia", "Boa Tarde", BoaNoite", que martelam nossas redes sociais sem dó, nem piedade. Será que alguém ainda se emociona ao ver esses pequenos anúncios sem alma? 

Mas verdade seja dita, tudo isso é válido, desde que estejamos vivos e com saúde. As tradicionais  reuniões natalinas das famílias, por exemplo, que acontecem aqui e acolá, pelo mundo afora, mostram que ainda existe um forte elo de ligação entre avós, pais, filhos, netos, tios e sobrinhos. Agradeço mesmo por, em casa, elas ainda acontecerem. É quando tudo vira uma festa...de amor. Eu sinceramente, curto bastante tais momentos. Principalmente quando as crianças não dormem e se divertem com os novos e muitos brinquedos criativos e interativos. 

De repente, depois da entrega dos presentes amigo/oculto (que este ano a sorte não me favoreceu...), uma voz se destaca em alto e bom som: não vamos fazer a foto na árvore?  Tudo pára, todos se arrumam e flash.  A foto testemunha quem foi, quem não foi, quem sorriu, quem estava de mau humor, quem foi rapidinho embora encontrar os amigos. 

Agora, passados um ou dois dias do evento familiar, começamos a nos preparar para o Réveillon, aquele evento mais democrático onde o branco reina em belos decotes ousadíssimos (será?) e o Novo Ano chega prometendo mundos e fundos, como todo político em época de eleição. Falaremos dessa festa depois. 


Que venha 2025, com calma, por favor, para a gente conseguir viver o momento sem piscadas apressadas! Como ocorreu no Natal.


Beijos

Lia Estevão


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